Como perder um grande amor

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Mariana Dorigatti
maridorigatti@gmail.com
 

A capacidade de amar um ser humano me parece a principio ser inerente a qualquer forma de divis√£o social, isso porque realmente existe o amor a primeira vista. Aquela coisa que quando bate a gente sabe que √© boa, mas sabe tamb√©m que a sua vida acabou depois disso, voc√™ estar√° ‚Äúacorrentado a uma alma‚ÄĚ, e seus dias ser√£o dedicados a um s√≥ prop√≥sito: amar com todo o cora√ß√£o e exigir o mesmo.

O que esperamos √© receber em troca o mesmo amor que dedicamos a algu√©m que assim como todos √© cheio de virtudes e defeitos. Porque pedimos humilhantemente que algu√©m pronuncie a frase ‚Äúeu te amo‚ÄĚ, quando a vontade de pronunciar aquelas palavras nem passou pela cabe√ßa? O sentimento pode estar ali, intacto, mas algumas pessoas precisam ouvi-las de vez em quando...

E quando ouvimos da pessoa amada a frase t√£o esperada, o cora√ß√£o √© regado de ternura, e tudo parece mais colorido, cheio de brilhos e contornos, assim como o m√≠ope que encontra os √≥culos fundo de garrafa. O primeiro beijo, a primeira transa, a nossa m√ļsica... nada √© esquecido quando a gente ama. √Č uma forma ut√≥pica de assegurar com os momentos bons a tempestade que sempre vem. Quem √© forte resiste, os fracos n√£o.

A vida √© muito cruel para suportarmos na solid√£o. Precisamos mais do que carinhos, e companheirismo, precisamos de algu√©m que fa√ßa os dias serem menos cinzentos. Algu√©m para cuidar, se dedicar, e se entregar, independente das diferen√ßas, que transformam qualquer rela√ß√£o afetiva em uma montanha russa, cheia de altos e baixos. √Č por isso que os momentos mais felizes s√£o ao lado da pessoa amada, mas os mais tristes tamb√©m. E em alguns destes momentos tristes, tudo pode virar p√≥.

Quando percebemos que o sonho lindo virou pesadelo, o chão desaparece e a vontade de morrer toma conta do que ainda existe vivo dentro de nós. Porém, se conseguimos passar por essa fase horrível do rompimento, nada mais será forte o bastante para nos derrubar. Isso porque depois do fim existe um recomeço. Um recomeço sim, mas nunca mais seremos os mesmos. Nos tornamos mais melancólicos, reflexivos e adultos, mesmo que a essência seja a mesma, mesmo que os erros perdurem.





Mariana Dorigatti
Bacharel em jornalismo pela Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas (PUC-Campinas). Produtora do videodocument√°rio ‚ÄúOp√ß√£o Camel√ī‚ÄĚ, que retrata a realidade em que vive o trabalhador informal de Campinas (2¬ļ colocado no II Pr√™mio Bosch de Talentos em Comunica√ß√£o). Atua no jornalismo como rep√≥rter, assessora de imprensa, editora e colunista.
Email: maridorigatti@gmail.com




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