A dor da decepção

Compartilhar no Facebook

Enviar por email Imprimir este artigo
Maria Regina Canhos Vicentin
contato@mariaregina.com.br
 

Acordava para mais um dia de luta, no entanto, a despeito da necessidade de trabalhar preferiria morrer. Estava cansado, desanimado, triste. O mundo não parecia tão bonito quanto desejava que fosse. Talvez, o problema não estivesse na existência, mas na sua experiência dentro dela. Estava decepcionado com as pessoas, quiçá consigo mesmo. Tudo em volta parecia desolador.

Existem momentos em que nos sentimos assim, cansados de tudo, desanimados, tristes, decepcionados. Os demais simplesmente não correspondem às nossas expectativas e nos frustramos. Dá vontade de jogar tudo para o alto e desaparecer, sumir. Pode ser que você esteja se sentindo assim neste momento.

Algumas promessas não são cumpridas. O riso é só falsidade. O tapinha nas costas serve para mostrar como podemos nos enganar com as pessoas, e como muitas delas não estão nem um pouco preocupadas com as expectativas que despertam nos outros. Pois é, a pessoa não apareceu, não fechou o negócio, não assinou o contrato, não telefonou, nem ao menos se desculpou. Ela simplesmente não estava interessada, mas demonstrou estar. Por quê? Por que será que ela sorriu, disse que faria, prometeu telefonar, assegurou sua presença e depois não fez nada disso? A resposta é óbvia e doída: porque não quis!

Por mais difícil que seja para alguns admitirem, a maioria das pessoas faz apenas aquilo que lhe convém. Só que gostam de passar por boazinhas, então, sorriem mostrando os dentinhos, para depois fazerem o que bem entendem. Nem perca seu precioso tempo perguntando o que aconteceu, pois ela inventará uma desculpa qualquer que, muitas vezes, sequer convence a si mesma. Quem deseja fazer algo, normalmente faz, não importa o tempo que passe. Imprevistos podem acontecer e, às vezes, efetivamente ocorrem, mas são exceções e não regra. Tem gente que, a cada desculpa, interna uma pessoa da família para justificar atrasos, impedimentos, faltas, e descumprimento de obrigações. Logo não restarão pessoas sãs na família, pois todos já foram internados ou morreram para servir de álibi ao mentiroso, incapaz de assumir seus reais interesses.

Lógico que isso decepciona, e muito. Será que essas pessoas pensam que no mundo existem apenas otários? Uma desculpinha esfarrapada aqui, ali, e “bola pra frente”; vamos iludir mais pessoas de bem, honestas, verdadeiras. Afinal, o mundo é dos espertos, não é mesmo? Aqui cabe a pergunta: qual mundo? Obviamente este, onde há dor e sofrimento, porque o outro, onde há paz e alegria, não poderá recepcionar tais ardilosos (Ap 21, 8 e 27).

Se você foi vítima de pessoas falsas e mentirosas não desanime. A frustração é natural, mas entenda que a verdade só pode brotar do coração justo e leal. Isso faz parte da educação de base e formação moral do caráter. Nem todos possuem integridade para honrar compromissos ou se desculpar de modo sincero. Entenda que neste mundo o joio e o trigo estão plantados lado a lado. Eles só serão separados no momento da colheita (Mt 13, 24-30). Até lá, seja paciente e tolerante como convém àqueles que têm fé.


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
Email: contato@mariaregina.com.br
Site: www.mariaregina.com.br




Mais textos deste colunista:
Tolerar; até quando?
Sofrimento: prova de Deus ou armadilha do diabo?
A alegria e o prazer
O tempo de Deus
A mudança que dói
Dia Internacional da Mulher
Proteção de Deus
O mal versus o bem
Adeus ano velho, feliz ano novo
Nasce uma esperança
Eu sinto isso
Aumento dos casos de estupros no Brasil
Finados
Criança – Sujeito de direitos
Relacionamentos que fazem sofrer
O sucesso
Quando um amor se vai...
A onda de violência
Mude o Brasil, mas comece por você!
Dia dos namorados
A dura carga da mulher
Mulher-Mãe
A importância da autoestima
Pais que exigem demais
Um dia de prostração
A intolerância
Páscoa
Em nome do amor
Os grandes golpes da vida
A mulher e suas muitas faces
Família
O papa coragem
A importância de viver cada dia
Trabalho infantil
Prestígio
Maternidade tardia
Mudança de olhar
Feliz Natal!
Preparai o caminho...
O que é o livre-arbítrio?
O fim do casamento
A pregação da Palavra
Doutrinas
Escrevendo sobre o óbvio
A afeição dos animais
Quinze anos
Quaresma – Tempo de mudança
Presente de aniversário
O sexo pelo sexo
A era das pseudoatitudes
Correndo contra o tempo
Uma reflexão sobre o relato de Viktor Frankl
Um grande amor
Lei da palmada
Conto de Natal*
Abaixo o isolamento
A difícil arte de relacionar-se
A necessidade de valorização e reconhecimento
Autoestima e limites
Dia dos professores
Sem explicação
Luz na Prisão
Sonhos nem sempre são como parecem
O excesso é ruim
Oito ou oitenta
O necessário preparo
O ciclo da vida
O mito da felicidade
O ciúme
Namorados: amai-vos
O direito de discordar
Azedo x Doce
Vinde Espírito Santo
Abaixo o Kit Gay
Paixão de Cristo
A idade aprimora ou piora
A criação geme em dores de parto
Mulheres
Mais um carnaval
Capacitar-se é preciso
Será que estamos sendo roubados?
Pensamentos tormentosos
Editora Santuário – 110 anos escrevendo e fazendo história!
O segredo é soltar devagar
Pecador tem jeito
Agradecimentos
Logo é Natal
Faça a sua parte
Quarenta e cinco anos
Deus sabe
Crise de autoridade
O amor precisa ser cultivado
O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade e os superdiagnósticos
Arrogância x humildade
Adultos mimados
Belas palavras
A porta estreita
Família - Formadora de valores humanos e cristãos
Buscando um nome - encontrou um pai
Ainda não foi desta vez
Amizade
Somos especiais
A oração e o livramento
Autocomiseração
A complexidade que exclui
A vida mutilada
Adeus professora
Violência sexual face à crianças
Mamãe - superlativo da palavra amor!
Mãe
Quem segura o leme da “Barca de Pedro”?
Agradecer faz parte
Estações da vida
Páscoa - Amor incondicional
Arrependimento e perdão
Frustração no relacionamento entre pais e filhos
Saudade
Mulher
Espiritualidade da Quaresma – A Lição do Cata-Vento
Pai amigo
Preparação para o casamento
Máscaras
Postura faz diferença
Palavras
Filhos usam drogas porque os pais tomam remédios?
Zilda Arns: A vida de uma guerreira
Delicadeza x grosseria

COMENTE ESTE ARTIGO:
Nome:
Email:

(0 / 255)
O tamanho máximo do comentário é de 255 caracteres.
Atenção!
Você irá receber um email para confirmar seu comentário para que o mesmo seja publicado nesta página, portanto o campo Email é de preenchimento obrigatório e, ao enviar, você assume a responsabilidade pelas suas palavras inseridas neste comentário.
*NOTA : o JornalRMC abre esse espaço para que nossos colunistas exponham, de forma voluntária, seus pontos de vista sobre os assuntos em que são especialistas. Dessa forma, as opiniões apresentadas são de única e exclusiva responsabilidade dos mesmos, não refletindo necessariamente a opinião do portal e de seus editores.

 
SOS Impressoras
Rádio Novo Tempo Campinas
Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas

.: Acessos: 7.155.225 :. | .: desde Agosto/2007 :. | .: contato: imprensa@jornalrmc.com.br :. | .: desenvolvido por: LINDEMUTH Comunicação :.