Fanatismo musical

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Mariana Dorigatti
maridorigatti@gmail.com
 

Nos dicionários da língua portuguesa as palavras fã e fanatismo, significam sucessivamente: pessoa que nutre grade admiração; e adesão cega e inconsiderada. Nesse sentido, eu teimo em sustentar que tudo que envolve fanatismo não pode ser inteiramente saudável.

E ainda posso dizer de maneira frívola que quando isso se direciona para artistas, cantores e pessoas que estão na mídia em geral, a coisa tende a piorar. Isso porque o conceito de fã mudou. Eles não são apenas admiradores, mas sim seguidores, discípulos, pessoas que sem algum propósito maior dedicam boa parte de sua vida a idolatrar outro ser humano e inclusive copiar seus comportamentos na sociedade.

Sem fazer julgamentos, aposto todas as minhas fichas que principalmente os jovens acabam se tornando fanáticos por bandas da modinha não pela sua qualidade musical, mas devido ao que significa estar inserido nesta massa de seguidores. É como uma imposição cruel que limita as pessoas de distinguirem qualidade cultural de lixo musical.

Mudando um pouco o foco, mas nem tanto, podemos salientar as catástrofes pessoais de artistas que devido ao sucesso repentino despencam no mundo das drogas e do álcool. Este conceito de que o Rock´n roll está associado a uma vida desregrada de sexo e drogas já está ultrapassado. Isso foge totalmente do que se é esperado de um artista que deve dar um exemplo ético para sua legião de fãs, ao em vez de fazer apologia às drogas com as letras de suas músicas e seus comportamentos.

São inúmeros os exemplos de que esta receita não dá certo. Perdemos talentos da música como Kurt Kobain, Elvis, Bob Marley, Jimmy Hendrix, entre outros que jamais serão substituídos, devido ao uso de drogas ao longo da carreira.

Portanto, todos nós temos que entender que drogas e música são coisas completamente diferentes e jamais podem se combinar. Música é arte e cultura. Drogas é sinônimo de fracasso e depressão. Faça música e trilhe sua carreira na mais absoluta transparência e, principalmente, respeitando os fãs.




Mariana Dorigatti
Bacharel em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Produtora do videodocumentário “Opção Camelô”, que retrata a realidade em que vive o trabalhador informal de Campinas (2º colocado no II Prêmio Bosch de Talentos em Comunicação). Atua no jornalismo como repórter, assessora de imprensa, editora e colunista.
Email: maridorigatti@gmail.com




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