Família - Formadora de valores humanos e cristãos

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Maria Regina Canhos Vicentin
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De 08 a 15 de agosto comemoramos a Semana Nacional da Família de 2010. Momento de refletirmos sobre os rumos que estamos escolhendo para as nossas famílias. Desde a semeadura dos valores na infância, a orientação na formação do discernimento e senso crítico na adolescência, a preocupação com o caráter preventivo de um namoro consciente na juventude, o desenvolvimento da tolerância e do perdão no casamento maduro, o compromisso na educação moral e formação espiritual dos filhos. A família precisa ser o resultado da união de pessoas vocacionadas para o matrimônio, e não mero descuido de quem se encontrou por acaso e resolveu fazer sexo irresponsável.

Vivemos um momento delicado da família, em que a preocupação individualista com a satisfação do “eu” soterra a possibilidade de felicidade do “nós”. A “construção familiar” acaba sendo considerada de forma leviana, sem os devidos cuidados que um grande empreendimento requer. Não se avaliam os investimentos necessários: os custos, a mão de obra especializada, a inspeção de rotina, os treinamentos simulados para os casos de incêndio, a seguradora... Tudo isso fica esquecido quando deveria ser computado para o sucesso da obra a ser edificada.

O Senhor Deus poderia ter surgido entre nós de muitas formas, mas fez questão de nascer no seio de uma família. Seus pais o amaram e ensinaram as primeiras lições, principalmente com seus exemplos de vida. Filho costuma seguir o exemplo dos pais, e é exatamente por isso que os pais precisam estar preparados para os desafios da atualidade, que nos predispõem ao egoísmo, hedonismo e consumismo, principalmente. Os pais não precisam ser perfeitos, podem ter defeitos e ainda assim serão bem aproveitáveis, desde que se amem e se respeitem. Família que se preza tem o direito de viver sem opressão, sem vício, sem violência.

Nesses dias, vamos refletir acerca daquilo que nos serve enquanto inseridos num contexto familiar. Será que o divórcio nos satisfaz? As agressões mútuas convêm? As bebedeiras e uso de entorpecentes são aceitáveis? O adultério combina conosco? Se respondemos não a essas perguntas é porque ainda temos o bom senso de perceber que a família é importante, imprescindível, sagrada. Não pode ser tratada de uma forma qualquer. Precisa ser preservada de vícios, desamor e desrespeito.

Podemos buscar a santidade exercitando nosso papel familiar, aprendendo a nos posicionar de modo seguro frente ao compromisso assumido diante de Deus. A família é a oportunidade que temos para formar valores humanos e cristãos, além de nos aperfeiçoarmos enquanto pessoas. Devemos nos dedicar mais, e investir o tempo necessário à construção dos alicerces desse precioso projeto, pois o resultado compensa.


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
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