Orgulho de ser campineiro

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Campinas nasceu da abertura de caminhos para o sertão de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os primeiros a chegarem no lugar onde nasceria a cidade foram os paulistas do Planalto de Piratininga. A região se tornou conhecida como "Caminho dos Goiases", um descanso para os tropeiros que utilizavam esse caminho entre as vilas de Jundiaí e Mogi-Mirim sendo, por eles, denominado de "Campinas do Mato Grosso".

Esse nome ‚ÄúCampinas‚ÄĚ nasceu da palavra ‚Äúcampina‚ÄĚ flexionada no plural, em raz√£o da forma√ß√£o de tr√™s pequenos descampados ou "campinhos" em meio √† mata que a √©poca cobria a nossa regi√£o. O povoamento efetivo come√ßou com a chegada de Francisco Barreto Leme, vindo de Taubat√© entre os anos de 1739 e 1744. Considerado o fundador de Campinas, ele chegou com sua fam√≠lia e conterr√Ęneos, fixando-se em terras adquiridas do que era uma antiga sesmaria (Sesmaria foi um instituto jur√≠dico portugu√™s que normatizava a distribui√ß√£o de terras destinadas √† produ√ß√£o).

A economia de nossa regi√£o foi inicialmente fomentada pela lavoura canavieira e a ind√ļstria a√ßucareira, que se utilizava de m√£o-de-obra escrava em sua maioria. A economia passou, gradativamente, da monocultura a√ßucareira para a monocultura cafeeira no in√≠cio do s√©culo XIX. Em 1830, o caf√© j√° estava consolidado na regi√£o, de modo que em 1854, haviam em Campinas, 117 fazendas cafeeiras.

Campinas √© uma cidade reconhecida internacionalmente, abriga diversas universidades e centros tecnol√≥gicos, sendo reconhecida como a maior cidade produtora de tecnologia de ponta do pa√≠s apesar de ter vivido, num passado recente, esc√Ęndalos diversos, inclusive com a instala√ß√£o da CPI do Narcotr√°fico e diversos esc√Ęndalos relacionados √† corrup√ß√£o e a criminalidade. Viveu anos de abandono por parte do Poder P√ļblico Municipal, vindo a liderar estat√≠sticas nacionais relacionadas √† criminalidade. Campinas foi considerada uma das cidades mais violentas do interior, seus insignes cidad√£os permaneceram por anos acobertados pelo medo de andar por Campinas em determinados locais e hor√°rios.

Hoje, entretanto, vivemos numa cidade positivamente modificada em v√°rios aspectos. Temos uma cidade com excelente malha vi√°ria com ruas e avenidas recapeadas, um centro monitorado por c√Ęmeras de seguran√ßa, uma excelente ilumina√ß√£o p√ļblica, pra√ßas remodeladas, obras deixadas para tr√°s por administra√ß√Ķes anteriores sendo conclu√≠das, estamos prestes a atingir a marca de 100% de esgoto tratado, um avan√ßo na defesa ao meio ambiente, reformula√ß√Ķes no transporte coletivo, aumento da constru√ß√£o civil, enfim vivemos numa cidade que parece ter sa√≠do da UTI, retomado o f√īlego e renascido para a vida! Campinas volta ao cen√°rio nacional como uma cidade pujante, um modelo na excel√™ncia de qualidade de vida no interior paulista.

Posso dizer com toda certeza que, ao contr√°rio do passado, onde ser campineiro era quase uma vergonha em raz√£o da m√° conserva√ß√£o da cidade e dos esc√Ęndalos aqui noticiados, hoje ser campineiro √© motivo de orgulho. N√≥s campineiros estamos recuperando nossa auto-estima, voltamos a sorrir e a nos emocionar quando ouvimos o nosso hino municipal que, em seu t√≠tulo, bem traduz a voca√ß√£o de nosso povo e de nossa cidade: PROGRESSO!


Dr. Bar√£o
Advogado e Presidente da Comiss√£o de Direitos Humanos da OAB/SP ‚Äď 3¬™ Subsec√ß√£o Campinas
Email: drluiscesarbarao@hotmail.com
Site: www.drbarao.com.br




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