Repensando o Natal

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O imperador romano era Tibério Cesar e na longínqua Judéia governava Herodes Antipas. É nesse momento político que da cidadezinha inexpressiva de Nazaré chegava, envolto em panos simples o menino Jesus, o Messias, o Salvador do mundo. Poucos presenciaram o nascimento d’Ele. No relato bíblico, apenas uns pastores, as testemunhas vivas, além do quase anônimo José, também Maria, Sua mãe e mais um estábulo com animais. Hoje somos milhões que mesmo não tendo visto, cremos n’Aquele que é a esperança e paz para todos.

Esse foi, senão o melhor, com certeza, o maior ambiente onde floresceria o cristianismo, pois foi nesse lugar, disputado entre a sujeira e bichos que às pressas, foi recolhida Maria, para dar à luz o Salvador da humanidade. José fez o seu melhor, que a despeito de possuir uma linhagem davídica não possui bens, o que o remete a uma classe sócia economicamente baixa para a época, obrigando-o a refugiar-se num curral, juntamente com a pequena família. Parece que esse foi o melhor cenário ambiente para o maior acontecimento para o cristianismo que carece dessas peças para compor a trama que revolucionou o mundo.

O Jesus das escrituras sagradas, da Palestina, o Jesus que expulsou espíritos, curou doentes, ressuscitou mortos, chamou as criancinhas ao colo, trouxe paz de espírito aos desesperados, é o mesmo Jesus que cruzou a Via Dolorosa para nos dar garantias da salvação.

Jesus Cristo, o Galileu foi o mesmo exímio assistente do pequeno negócio de carpintaria em Nazaré. Também o mesmo que aos doze anos surpreendeu a grande nobreza rabínica no templo, ao discorrer sobre assuntos tão elevados da salvação...

Jesus Cristo é o contra choque dos evangelhos, quando faz rachar os conceitos do cristianismo daquele tempo, ao cruzar as fronteiras do legalismo com “As Bem Aventuranças”, conceitos que revolucionaram aquele tempo e estabeleceu novos paradigmas.

Natal são luzes e cores, também roupas lindas, próprias para festas e miçangas de natal. É mesa farta, com castanhas, frutas, tortas com os mais variados recheios, perus, chester, vinhos, espumantes, refrigerantes e acompanhamentos que ganham os paladares dos comensais. Quanta coisa boa!

É nesse cenário de luzes e cores que o nosso irmão passa despercebido. Ainda vem à nossa lembrança alguém que lhes possa oferecer ao menos uma côdea de pão para matar-lhe a fome. A sociedade parece que criou datas para dar presentes, mas o maior presente é incluí-lo no nosso dia a dia, com o nosso afago e abraço acolhedor.

Em dezembro, os sinos vão tocar, a música natalina estará em todas as casas e as bilhões de lâmpadas coloridas acenderão para dar o colorido nas fachadas. A troca de presentes acontecerá. Na ceia, ao redor da mesa farta, a família, nosso bem maior4. A pergunta mais inquietante é: Será que nessa direção não corremos o risco de esquecer os menos favorecidos que estão à margem da sociedade e de deixar o convidado maior para cear conosco? Pense!


Ary Goiano
Professor de Educação Física, Pedagogo e pós-graduado em Docência do Ensino Superior. Atuou como professor no IASP. Gestor escolar na rede de escolas adventistas. Relações estudantis em Goiás – Anápolis. Gestor do Lar Infantil de Areal - RJ - ligado ao IGASE/Golden Cross. Concepção editorial do "Acontece em Hortolândia" - revista mensal de Esporte, Cultura e variedades, da Prefeitura de Hortolândia
Email: arygoiano@hotmail.com




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