Mulheres

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Maria Regina Canhos Vicentin
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Às vezes, sinto saudades das mulheres de outrora. Não que as considere melhores que as atuais, mas me agrada a forma como se portavam em público e também em particular. A meiguice, a doçura, a sutileza... Havia mais discrição e timidez. Na adolescência, gostava de ver algumas ruborizarem ao ouvir piadinhas que eram contadas secretamente em rodas só de meninas. Existia um pudor saudável que nos protegia de muitos perigos. Hoje, infelizmente, já não é mais assim. Muitas mulheres ficaram grosseiras, sem modos. Falam palavrões, fumam na via pública, caem embriagadas nas baladas. Que horror! Que triste! O que está acontecendo conosco?

Obviamente não concordo com o tipo de vida que as mulheres de antigamente eram forçadas a aceitar. Humilhações, embaraços, violência, discriminação. Mas, isso não quer dizer que eu aprecie as opções de várias das mulheres modernas. Liberdade sexual confundida com promiscuidade, falta de higiene, drogadição, alcoolismo. A maternidade sendo decorrente do descuido, do pouco caso, do tanto faz. Uma irresponsabilidade completa, vergonhosa. Dá pena conhecer os filhos dessas mulheres inconsequentes e despreparadas. Falta vergonha na cara daquelas que deveriam saber impor respeito. E a população generaliza, fadando outras ao mesmo tratamento indecoroso.

A mulher não precisa “armar barraco” para ser respeitada. Ela pode fazer isso falando baixo e sendo firme em seus princípios. Não há necessidade de buscar autoafirmação estragando sua saúde com bebidas, cigarros, dietas absurdas, plásticas desnecessárias. A maior riqueza é aquela que trazemos dentro de nós mesmas. A nossa delicadeza, o apreço pelo outro, a compaixão, o olhar amoroso, a alegria espontânea, o trabalho edificante, a ação que promove, a correção que educa, a ternura que abraça o mundo.

Para que sermos tão agressivas, competitivas, coléricas? Por que deixamos de lado a nossa feminilidade? Será que estamos com medo de sermos nós mesmas? Ou querem me convencer que a mulher moderna está feliz com a postura que adotou de uns anos para cá? Nossos lares nunca estiveram tão desestruturados. Nossos filhos abandonados à própria sorte. Nossos homens amedrontados, travando verdadeiras batalhas para não avançarmos em seu espaço ou tomarmos seus empregos. Será que isso é bom? A guerra dos sexos fará a alguém vitorioso ou servirá para destruir relacionamentos estáveis e satisfatórios?

Nós não temos que provar nada. Só estamos sofrendo, não é mesmo? Vamos deixar a armadura de lado e voltar a ser simplesmente mulheres. A humanidade agradecerá por isso!

08 de março – Dia internacional da MULHER


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
Email: contato@mariaregina.com.br
Site: www.mariaregina.com.br




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