Azedo x Doce

Compartilhar no Facebook

Enviar por email Imprimir este artigo
Maria Regina Canhos Vicentin
contato@mariaregina.com.br
 

Há alguns meses passei a fazer parte do Facebook. Experiência, sem dúvida, interessante. No começo, fiquei feliz com a possibilidade de encontrar velhos amigos, colegas de escola, conhecidos... Trocar ideias, fazer comentários, estreitar laços, estabelecer parcerias de trabalho. Muito interessante. Só não pensei que, às vezes, pudesse ser tão desagradável quanto prazeroso essa tal rede social. Verifiquei, com pesar, que muitas pessoas fazem uso dela para humilhar aos demais, principalmente no campo intelectual. Defendem seus pontos de vista com extensos argumentos; e ofendem, acusam, denigrem a imagem de outros tantos que não fazem parte do grupo ou não possuem a mesma habilidade em se comunicar. Fiquei chocada!

A beligerância com que algumas pessoas se dirigem a outras é de escandalizar. Por que, meu Deus? Fiquei pensando... Aquilo que parecia doce, logo ficou azedo. Perdeu a graça para mim. Acabou o encantamento. O que poderia ser fonte de entretenimento passou a ser fator gerador de angústia e tensão. Por que destratar as pessoas assim? Para que chamar a atenção de uma forma tão grosseira? Ficou claro para mim que muitas pessoas encontram no Facebook uma forma de se promoverem pessoalmente, buscando angariar aplausos por um comentário que, por vezes, é simplesmente maldoso.

Isso nos remete a velhos ensinamentos que pregam nada ser exatamente bom ou ruim, mas sim o uso que fazemos das coisas. Ora, a internet pode ser maravilhosa. Encurtou caminhos, abreviou a distância nas comunicações, reuniu uma série de informações que podem ser acessadas num simples click. No entanto, também pode ser uma bomba destruidora de lares, aliciadora da juventude, propagandista do mal. Depende do uso que se faz dela. Assim, cheguei à conclusão que temos que conviver com o doce e o azedo, é inevitável.

Da mesma forma que Jesus nos ensinou que joio e trigo precisam crescer juntos até o dia da colheita, vamos ter de nos deparar com situações adversas e contraditórias durante a nossa caminhada. Não podemos nos fechar aos avanços tecnológicos, mas podemos selecionar o que nos convém, fazendo opções sensatas, levando em conta a nossa formação e sensibilidade. No caso do Facebook e de outras redes sociais, descobri que existe uma alternativa bem à mão daqueles que desejam participar sem se envolver com aquilo que não concordam. Use e abuse do item excluir.

Caso o grupo onde está inserido promova apenas discussões inúteis, com xingamentos e acusações recíprocas, simplesmente saia do grupo, cancelando sua participação. Se você está sendo importunado por pessoas que considerava amigas, mas que insistem em ridicularizar suas crenças, ideias e princípios, simplesmente exclua essa pessoa do seu círculo de amizade. Isso pode parecer deselegante, mas muito mais desagradável é ter que conviver com piadinhas desrespeitosas, e sujeitos dispostos a fazer de um passatempo, uma ocasião de esgrima intelectual somente pelo prazer de aborrecer as pessoas e buscar projeção pessoal. Simplesmente delete!


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
Email: contato@mariaregina.com.br
Site: www.mariaregina.com.br




Mais textos deste colunista:
Tolerar; até quando?
Sofrimento: prova de Deus ou armadilha do diabo?
A alegria e o prazer
O tempo de Deus
A mudança que dói
Dia Internacional da Mulher
Proteção de Deus
O mal versus o bem
Adeus ano velho, feliz ano novo
Nasce uma esperança
Eu sinto isso
Aumento dos casos de estupros no Brasil
Finados
Criança – Sujeito de direitos
Relacionamentos que fazem sofrer
O sucesso
Quando um amor se vai...
A onda de violência
Mude o Brasil, mas comece por você!
Dia dos namorados
A dura carga da mulher
Mulher-Mãe
A importância da autoestima
Pais que exigem demais
Um dia de prostração
A intolerância
Páscoa
Em nome do amor
Os grandes golpes da vida
A mulher e suas muitas faces
Família
O papa coragem
A importância de viver cada dia
Trabalho infantil
Prestígio
Maternidade tardia
Mudança de olhar
Feliz Natal!
Preparai o caminho...
O que é o livre-arbítrio?
O fim do casamento
A pregação da Palavra
Doutrinas
Escrevendo sobre o óbvio
A afeição dos animais
Quinze anos
Quaresma – Tempo de mudança
Presente de aniversário
O sexo pelo sexo
A era das pseudoatitudes
Correndo contra o tempo
Uma reflexão sobre o relato de Viktor Frankl
Um grande amor
Lei da palmada
Conto de Natal*
Abaixo o isolamento
A difícil arte de relacionar-se
A necessidade de valorização e reconhecimento
Autoestima e limites
Dia dos professores
Sem explicação
Luz na Prisão
Sonhos nem sempre são como parecem
O excesso é ruim
Oito ou oitenta
O necessário preparo
O ciclo da vida
O mito da felicidade
O ciúme
Namorados: amai-vos
O direito de discordar
Vinde Espírito Santo
Abaixo o Kit Gay
Paixão de Cristo
A idade aprimora ou piora
A criação geme em dores de parto
Mulheres
Mais um carnaval
Capacitar-se é preciso
Será que estamos sendo roubados?
Pensamentos tormentosos
Editora Santuário – 110 anos escrevendo e fazendo história!
O segredo é soltar devagar
Pecador tem jeito
Agradecimentos
Logo é Natal
Faça a sua parte
Quarenta e cinco anos
Deus sabe
Crise de autoridade
O amor precisa ser cultivado
O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade e os superdiagnósticos
Arrogância x humildade
Adultos mimados
Belas palavras
A porta estreita
Família - Formadora de valores humanos e cristãos
Buscando um nome - encontrou um pai
Ainda não foi desta vez
Amizade
Somos especiais
A oração e o livramento
Autocomiseração
A complexidade que exclui
A vida mutilada
Adeus professora
Violência sexual face à crianças
A dor da decepção
Mamãe - superlativo da palavra amor!
Mãe
Quem segura o leme da “Barca de Pedro”?
Agradecer faz parte
Estações da vida
Páscoa - Amor incondicional
Arrependimento e perdão
Frustração no relacionamento entre pais e filhos
Saudade
Mulher
Espiritualidade da Quaresma – A Lição do Cata-Vento
Pai amigo
Preparação para o casamento
Máscaras
Postura faz diferença
Palavras
Filhos usam drogas porque os pais tomam remédios?
Zilda Arns: A vida de uma guerreira
Delicadeza x grosseria

COMENTE ESTE ARTIGO:
Nome:
Email:

(0 / 255)
O tamanho máximo do comentário é de 255 caracteres.
Atenção!
Você irá receber um email para confirmar seu comentário para que o mesmo seja publicado nesta página, portanto o campo Email é de preenchimento obrigatório e, ao enviar, você assume a responsabilidade pelas suas palavras inseridas neste comentário.
*NOTA : o JornalRMC abre esse espaço para que nossos colunistas exponham, de forma voluntária, seus pontos de vista sobre os assuntos em que são especialistas. Dessa forma, as opiniões apresentadas são de única e exclusiva responsabilidade dos mesmos, não refletindo necessariamente a opinião do portal e de seus editores.

 
SOS Impressoras
Rádio Novo Tempo Campinas
Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas

.: Acessos: 6.989.794 :. | .: desde Agosto/2007 :. | .: contato: imprensa@jornalrmc.com.br :. | .: desenvolvido por: LINDEMUTH Comunicação :.