Oito dia sem Jobs

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José Justino da Silva Filho
josejustinos@gmail.com
 

Hoje dia 13 de Outubro fazem oito dias da morte de Steve Jobs, quanto tempo nós vamos poder sobreviver sem seus inventos? Abaixo vou postar o texto do discurso de Jobs em Stanford.

Em 12 de junho de 2005, Steve Jobs, então presidente-executivo da Apple Computer e da Pixar Animation Studios, fez um discurso aos formandos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O texto em que Jobs fala de sua vida, de sua opção por não cursar uma faculdade e no qual dá alguns conselhos aos estudantes, ficou famoso e repercute até hoje, sendo volta e meia republicado e lembrado. Confira a íntegra do discurso.

"√Č preciso encontrar o que voc√™ ama"
"Estou honrado por estar aqui com vocês em sua formatura por uma das melhores universidades do mundo. Eu mesmo não concluí a faculdade. Para ser franco, jamais havia estado tão perto de uma formatura, até hoje. Pretendo lhes contar três histórias sobre a minha vida, agora. Só isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira é sobre ligar os pontos.

Eu larguei o Reed College depois de um semestre, mas continuei assistindo a algumas aulas por mais 18 meses, antes de desistir de vez. Por que eu desisti?

Tudo come√ßou antes de eu nascer. Minha m√£e biol√≥gica era jovem e n√£o era casada; estava fazendo o doutorado, e decidiu que me ofereceria para ado√ß√£o. Ela estava determinada a encontrar pais adotivos que tivessem educa√ß√£o superior, e por isso, quando nasci, as coisas estavam armadas de forma a que eu fosse adotado por um advogado e sua mulher. Mas eles terminaram por decidir que preferiam uma menina. Assim, meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam um telefonema em plena madrugada ¬Ņ"temos um menino inesperado aqui; voc√™s o querem?" Os dois responderam "claro que sim". Minha m√£e biol√≥gica descobriu mais tarde que minha m√£e adotiva n√£o tinha diploma universit√°rio e que meu pai nem mesmo tinha diploma de segundo grau. Por isso, se recusou a assinar o documento final de ado√ß√£o durante alguns meses, e s√≥ mudou de id√©ia quando eles prometeram que eu faria um curso superior.

Assim, 17 anos mais tarde, foi o que fiz. Mas ingenuamente escolhi uma faculdade quase t√£o cara quanto Stanford, e por isso todas as economias dos meus pais, que n√£o eram ricos, foram gastas para pagar meus estudos. Passados seis meses, eu n√£o via valor em nada do que aprendia. N√£o sabia o que queria fazer da minha vida e n√£o entendia como uma faculdade poderia me ajudar quanto a isso. E l√° estava eu, gastando as economias de uma vida inteira. Por isso decidi desistir, confiando em que as coisas se ajeitariam. Admito que fiquei assustado, mas em retrospecto foi uma de minhas melhores decis√Ķes. Bastou largar o curso para que eu parasse de assistir √†s aulas chatas e s√≥ assistisse √†s que me interessavam.

Nem tudo era rom√Ęntico. Eu n√£o era aluno, e portanto n√£o tinha quarto; dormia no ch√£o dos quartos dos colegas; vendia garrafas vazias de refrigerante para conseguir dinheiro; e caminhava 11 quil√īmetros a cada noite de domingo porque um templo Hare Krishna oferecia uma refei√ß√£o gratuita. Eu adorava minha vida, ent√£o. E boa parte daquilo em que tropecei seguindo minha curiosidade e intui√ß√£o se provou valioso mais tarde. Vou oferecer um exemplo.

Na √©poca, o Reed College talvez tivesse o melhor curso de caligrafia do pa√≠s. Todos os cartazes e etiquetas do campus eram escritos em letra bel√≠ssima. Porque eu n√£o tinha de assistir √†s aulas normais, decidi aprender caligrafia. Aprendi sobre tipos com e sem serifa, sobre as varia√ß√Ķes no espa√ßo entre diferentes combina√ß√£o de letras, sobre as caracter√≠sticas que definem a qualidade de uma tipografia. Era belo, hist√≥rico e sutilmente art√≠stico de uma maneira inacess√≠vel √† ci√™ncia. Fiquei fascinado.

Mas n√£o havia nem esperan√ßa de aplicar aquilo em minha vida. No entanto, dez anos mais tarde, quando est√°vamos projetando o primeiro Macintosh, me lembrei de tudo aquilo. E o projeto do Mac inclu√≠a esse aprendizado. Foi o primeiro computador com uma bela tipografia. Sem aquele curso, o Mac n√£o teria m√ļltiplas fontes. E, porque o Windows era s√≥ uma c√≥pia do Mac, talvez nenhum computador viesse a oferec√™-las, sem aquele curso. √Č claro que conectar os pontos era imposs√≠vel, na minha era de faculdade. Mas em retrospecto, dez anos mais tarde, tudo ficava bem claro.

Repito: os pontos s√≥ se conectam em retrospecto. Por isso, √© preciso confiar em que estar√£o conectados, no futuro. √Č preciso confiar em algo - seu instinto, o destino, o karma. N√£o importa. Essa abordagem jamais me decepcionou, e mudou minha vida.

A segunda história é sobre amor e perda.

Tive sorte. Descobri o que amava bem cedo na vida. Woz e eu criamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalh√°vamos muito, e em dez anos a empresa tinha crescido de duas pessoas e uma garagem a quatro mil pessoas e US$ 2 bilh√Ķes. Hav√≠amos lan√ßado nossa melhor cria√ß√£o - o Macintosh - um ano antes, e eu mal completara 30 anos.

Foi ent√£o que terminei despedido. Como algu√©m pode ser despedido da empresa que criou? Bem, √† medida que a empresa crescia contratamos algu√©m supostamente muito talentoso para dirigir a Apple comigo, e por um ano as coisas foram bem. Mas nossas vis√Ķes sobre o futuro come√ßaram a divergir, e terminamos rompendo - mas o conselho ficou com ele. Por isso, aos 30 anos, eu estava desempregado. E de modo muito p√ļblico. O foco de minha vida adulta havia desaparecido, e a dor foi devastadora.

Por alguns meses, eu não sabia o que fazer. Sentia que havia desapontado a geração anterior de empresários, derrubado o bastão que havia recebido. Desculpei-me diante de pessoas como David Packard e Rob Noyce. Meu fracasso foi muito divulgado, e pensei em sair do Vale do Silício. Mas logo percebi que eu amava o que fazia. O que acontecera na Apple não mudou esse amor. Apesar da rejeição, o amor permanecia, e por isso decidi recomeçar.

Não percebi, na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. O peso do sucesso foi substituído pela leveza do recomeço. Isso me libertou para um dos mais criativos períodos de minha vida.

Nos cinco anos seguintes, criei duas empresas, a NeXT e a Pixar, e me apaixonei por uma pessoa maravilhosa, que veio a ser minha mulher. A Pixar criou o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e √© hoje o est√ļdio de anima√ß√£o mais bem sucedido do mundo. E, estranhamente, a Apple comprou a NeXT, eu voltei √† empresa e a tecnologia desenvolvida na NeXT √© o cerne do atual renascimento da Apple. E eu e Laurene temos uma fam√≠lia maravilhosa.

Estou certo de que nada disso teria acontecido sem a demiss√£o. O sabor do rem√©dio era amargo, mas creio que o paciente precisava dele. Quando a vida jogar pedras, n√£o se deixem abalar. Estou certo de que meu amor pelo que fazia √© que me manteve ativo. √Č preciso encontrar aquilo que voc√™s amam - e isso se aplica ao trabalho tanto quanto √† vida afetiva. Seu trabalho ter√° parte importante em sua vida, e a √ļnica maneira de sentir satisfa√ß√£o completa √© amar o que voc√™s fazem. Caso ainda n√£o tenham encontrado, continuem procurando. N√£o se acomodem. Como √© comum nos assuntos do cora√ß√£o, quando encontrarem, voc√™s saber√£o. Tudo vai melhorar, com o tempo. Continuem procurando. N√£o se acomodem.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma cita√ß√£o que dizia algo como "se voc√™ viver cada dia como se fosse o √ļltimo, um dia ter√° raz√£o". Isso me impressionou, e nos 33 anos transcorridos sempre me olho no espelho pela manh√£ e pergunto, se hoje fosse o √ļltimo dia de minha vida, eu desejaria mesmo estar fazendo o que fa√ßo? E se a resposta for "n√£o" por muitos dias consecutivos, √© preciso mudar alguma coisa.

Lembrar de que em breve estarei morto é a melhor ferramenta que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo do fracasso - desaparece diante da morte, que só deixa aquilo que é importante. Lembrar de que você vai morrer é a melhor maneira que conheço de evitar armadilha de temer por aquilo que temos a perder. Não há motivo para não fazer o que dita o coração.

Cerca de um ano atr√°s, um exame revelou que eu tinha c√Ęncer. Uma resson√Ęncia √†s 7h30min mostrou claramente um tumor no meu p√Ęncreas - e eu nem sabia o que era um p√Ęncreas. Os m√©dicos me disseram que era uma forma de c√Ęncer quase certamente incur√°vel, e que minha expectativa de vida era de tr√™s a seis meses. O m√©dico me aconselhou a ir para casa e organizar meus neg√≥cios, o que √© jarg√£o m√©dico para "prepare-se, voc√™ vai morrer".

Significa tentar dizer aos seus filhos em alguns meses tudo que você imaginava que teria anos para lhes ensinar. Significa garantir que tudo esteja organizado para que sua família sofra o mínimo possível. Significa se despedir.


Eu passei o dia todo vivendo com aquele diagn√≥stico. Na mesma noite, uma bi√≥psia permitiu a retirada de algumas c√©lulas do tumor. Eu estava anestesiado, mas minha mulher, que estava l√°, contou que quando os m√©dicos viram as c√©lulas ao microsc√≥pio come√ßaram a chorar, porque se tratava de uma forma muito rara de c√Ęncer pancre√°tico, trat√°vel por cirurgia. Fiz a cirurgia, e agora estou bem.

Nunca havia chegado t√£o perto da morte, e espero que mais algumas d√©cadas passem sem que a situa√ß√£o se repita. Tendo vivido a situa√ß√£o, posso lhes dizer o que direi com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito √ļtil mas puramente intelectual.

Ningu√©m quer morrer. Mesmo as pessoas que desejam ir para o c√©u prefeririam n√£o morrer para faz√™-lo. Mas a morte √© o destino comum a todos. Ningu√©m conseguiu escapar a ela. E √© certo que seja assim, porque a morte talvez seja a maior inven√ß√£o da vida. √Č o agente de mudan√ßas da vida. Remove o velho e abre caminho para o novo. Hoje, voc√™s s√£o o novo, mas com o tempo envelhecer√£o e ser√£o removidos. N√£o quero ser dram√°tico, mas √© uma verdade.

O tempo de que voc√™s disp√Ķem √© limitado, e por isso n√£o deveriam desperdi√ß√°-lo vivendo a vida de outra pessoa. N√£o se deixem aprisionar por dogmas - isso significa viver sob os ditames do pensamento alheio. N√£o permitam que o ru√≠do das outras vozes supere o sussurro de sua voz interior. E, acima de tudo, tenham a coragem de seguir seu cora√ß√£o e suas intui√ß√Ķes, porque eles de alguma maneira j√° sabem o que voc√™s realmente desejam se tornar. Tudo mais √© secund√°rio.

Quando eu era jovem, havia uma publica√ß√£o maravilhosa chamada The Whole Earth Catalog, uma das b√≠blias de minha gera√ß√£o. Foi criada por um sujeito chamado Stewart Brand, n√£o longe daqui, em Menlo Park, e ele deu vida ao livro com um toque de poesia. Era o final dos anos 60, antes dos computadores pessoais e da editora√ß√£o eletr√īnica, e por isso a produ√ß√£o era toda feita com m√°quinas de escrever, Polaroids e tesouras. Era como um Google em papel, 35 anos antes do Google - um projeto idealista e repleto de ferramentas e id√©ias magn√≠ficas.

Stewart e sua equipe publicaram diversas edi√ß√Ķes do The Whole Earth Catalog, e quando a id√©ia havia esgotado suas possibilidades, lan√ßaram uma edi√ß√£o final. Est√°vamos na metade dos anos 70, e eu tinha a idade de voc√™s. Na quarta capa da edi√ß√£o final, havia uma foto de uma estrada rural em uma manh√£, o tipo de estrada em que algu√©m gostaria de pegar carona. Abaixo da foto, estava escrito "Permane√ßam famintos. Permane√ßam tolos". Era a mensagem de despedida deles. Permane√ßam famintos. Permane√ßam tolos. Foi o que eu sempre desejei para mim mesmo. E √© o que desejo a voc√™s em sua formatura e em seu novo come√ßo.

Mantenham-se famintos. Mantenham-se tolos.
Muito obrigado a todos."

Fonte: site da Universidade de Stanford
Tradução: Paulo Migliacci ME


José Justino da Silva Filho
Formado em t√©cnico em inform√°tica pela Escola T√©cnica de Hortol√Ęndia (atual Paula Souza) em Processamento de Dados, atua como t√©cnico de suporte da Prefeitura de Hortol√Ęndia e presta servi√ßos para empresas da regi√£o como desenvolvedor web, manuten√ß√£o de PC, notebooks e impressoras. Gerencia o site: www.makingsite.com.br. √Č certificado: ITIL V3. Atualmente faz o curso superior em Gest√£o P√ļblica.
Email: josejustinos@gmail.com




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