Conto de Natal*

Compartilhar no Facebook

Enviar por email Imprimir este artigo
Maria Regina Canhos Vicentin
contato@mariaregina.com.br
 

Conta a lenda que num dia feliz e ensolarado um jumentinho foi correndo ao encontro de sua mãe, dizendo: - Mamãe, você não imagina o que aconteceu comigo hoje... Ao entrar na cidade todos me aplaudiam com sorrisos, estendiam seus mantos pelo chão, acenavam com palmas nas mãos e gritavam de alegria.

- Você estava só, meu filho? Perguntou a mãe, tentando entender. – Não, mamãe. Eu carregava um homem chamado Jesus.

Então, a mãe aconselhou o filho a voltar para a cidade o mais breve possível, no entanto, sozinho. E foi o que ele fez sem demora.

Quando retornou da cidade, o jumentinho trazia o semblante tristonho, pois ao contrário do que havia acontecido há apenas algumas horas, o povo lhe recebera de forma grosseira e até impiedosa, batendo-lhe, proferindo xingamentos e maldições. Nada de palmas, risos ou mantos espalhados pelo chão.

Indignado e entristecido, o jumentinho perguntou à sua mãe por que isso havia acontecido com ele, já que, momentos antes havia sido recebido com tanta alegria e entusiasmo pelo povo.

Pacientemente, a mãe explicou que tinha recordações desse tal Jesus, que havia nascido na cocheira onde ela vivia anos atrás, e que olhou para ela com ternura ao ser aquecido por seu bafo quente naquela noite fria, em Belém.

- Ele parecia ser importante pelos presentes que recebeu; embora aparentemente frágil e friorento. Eu nunca me senti tão importante quanto naquele dia, com a presença dos magos e seus tesouros, uma jovenzinha, seu esposo, e um bebê com cara de anjo, que sorria apesar do frio. Também achei que a festa era para mim. Demorei anos para entender que sem Jesus nada somos. Assim, aprenda meu filho, sem Jesus você é apenas um jumento!

Que nós possamos nos lembrar sempre disso. Um Feliz Natal para todos!


*Adaptado de texto recebido do amigo José Carlos Tanque


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
Email: contato@mariaregina.com.br
Site: www.mariaregina.com.br




Mais textos deste colunista:
Tolerar; até quando?
Sofrimento: prova de Deus ou armadilha do diabo?
A alegria e o prazer
O tempo de Deus
A mudança que dói
Dia Internacional da Mulher
Proteção de Deus
O mal versus o bem
Adeus ano velho, feliz ano novo
Nasce uma esperança
Eu sinto isso
Aumento dos casos de estupros no Brasil
Finados
Criança – Sujeito de direitos
Relacionamentos que fazem sofrer
O sucesso
Quando um amor se vai...
A onda de violência
Mude o Brasil, mas comece por você!
Dia dos namorados
A dura carga da mulher
Mulher-Mãe
A importância da autoestima
Pais que exigem demais
Um dia de prostração
A intolerância
Páscoa
Em nome do amor
Os grandes golpes da vida
A mulher e suas muitas faces
Família
O papa coragem
A importância de viver cada dia
Trabalho infantil
Prestígio
Maternidade tardia
Mudança de olhar
Feliz Natal!
Preparai o caminho...
O que é o livre-arbítrio?
O fim do casamento
A pregação da Palavra
Doutrinas
Escrevendo sobre o óbvio
A afeição dos animais
Quinze anos
Quaresma – Tempo de mudança
Presente de aniversário
O sexo pelo sexo
A era das pseudoatitudes
Correndo contra o tempo
Uma reflexão sobre o relato de Viktor Frankl
Um grande amor
Lei da palmada
Abaixo o isolamento
A difícil arte de relacionar-se
A necessidade de valorização e reconhecimento
Autoestima e limites
Dia dos professores
Sem explicação
Luz na Prisão
Sonhos nem sempre são como parecem
O excesso é ruim
Oito ou oitenta
O necessário preparo
O ciclo da vida
O mito da felicidade
O ciúme
Namorados: amai-vos
O direito de discordar
Azedo x Doce
Vinde Espírito Santo
Abaixo o Kit Gay
Paixão de Cristo
A idade aprimora ou piora
A criação geme em dores de parto
Mulheres
Mais um carnaval
Capacitar-se é preciso
Será que estamos sendo roubados?
Pensamentos tormentosos
Editora Santuário – 110 anos escrevendo e fazendo história!
O segredo é soltar devagar
Pecador tem jeito
Agradecimentos
Logo é Natal
Faça a sua parte
Quarenta e cinco anos
Deus sabe
Crise de autoridade
O amor precisa ser cultivado
O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade e os superdiagnósticos
Arrogância x humildade
Adultos mimados
Belas palavras
A porta estreita
Família - Formadora de valores humanos e cristãos
Buscando um nome - encontrou um pai
Ainda não foi desta vez
Amizade
Somos especiais
A oração e o livramento
Autocomiseração
A complexidade que exclui
A vida mutilada
Adeus professora
Violência sexual face à crianças
A dor da decepção
Mamãe - superlativo da palavra amor!
Mãe
Quem segura o leme da “Barca de Pedro”?
Agradecer faz parte
Estações da vida
Páscoa - Amor incondicional
Arrependimento e perdão
Frustração no relacionamento entre pais e filhos
Saudade
Mulher
Espiritualidade da Quaresma – A Lição do Cata-Vento
Pai amigo
Preparação para o casamento
Máscaras
Postura faz diferença
Palavras
Filhos usam drogas porque os pais tomam remédios?
Zilda Arns: A vida de uma guerreira
Delicadeza x grosseria

COMENTE ESTE ARTIGO:
Nome:
Email:

(0 / 255)
O tamanho máximo do comentário é de 255 caracteres.
Atenção!
Você irá receber um email para confirmar seu comentário para que o mesmo seja publicado nesta página, portanto o campo Email é de preenchimento obrigatório e, ao enviar, você assume a responsabilidade pelas suas palavras inseridas neste comentário.
*NOTA : o JornalRMC abre esse espaço para que nossos colunistas exponham, de forma voluntária, seus pontos de vista sobre os assuntos em que são especialistas. Dessa forma, as opiniões apresentadas são de única e exclusiva responsabilidade dos mesmos, não refletindo necessariamente a opinião do portal e de seus editores.

 
SOS Impressoras
Rádio Novo Tempo Campinas
Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas

.: Acessos: 7.164.407 :. | .: desde Agosto/2007 :. | .: contato: imprensa@jornalrmc.com.br :. | .: desenvolvido por: LINDEMUTH Comunicação :.