Uma reflexão sobre o relato de Viktor Frankl

Compartilhar no Facebook

Enviar por email Imprimir este artigo
Maria Regina Canhos Vicentin
contato@mariaregina.com.br
 

“Quando eu vivia num dos campos de concentração da Alemanha nazista, pude observar que alguns dos prisioneiros andavam de barraca em barraca, consolando outros, distribuindo suas últimas fatias de pão. Podem ter sido poucos, mas me ensinaram uma lição que jamais esqueci: tudo pode ser tirado de um homem, menos a última de suas liberdades – escolher de que maneira vai agir diante das circunstâncias do seu destino”.

É fascinante notar como Viktor Frankl estava certo em suas observações. Talvez ninguém possa mudar o seu destino, se é que ele realmente existe, mas pode mudar a sua forma de encará-lo. Por vezes, momentos difíceis minam a nossa alegria e crença em dias melhores. Ficamos desolados, sem acreditar que exista alternativa possível para minimizar nossos sofrimentos. Jamais poderíamos supor que essa opção existe bem dentro de nós, na forma como escolhemos encarar as situações, seja como benção ou maldição.

Indubitavelmente, os que optam pelo olhar benevolente e esperançoso, colhem melhores e mais saborosos frutos que os pessimistas e encolerizados. A privação, em maior ou menor grau, faz parte da vida de todas as pessoas e pode se manifestar na escassez de comida, de saúde ou de fé. Em algum momento, todos experimentam a falta de algo, que pode ser o dinheiro, a liberdade ou a paz.

A forma como vamos lidar com a privação do que desejamos é determinante na colheita dos resultados. Usando o relato de Viktor Frankl, enquanto muitos lamentavam a própria sorte esperando a morte chegar, outros distribuíam o pouco que tinham para amenizar o sofrimento alheio e, por extensão, o próprio sofrimento, através da solidariedade e da partilha.

Que neste Natal possamos refletir sobre essa nossa liberdade de estender as mãos ao necessitado ou recolhê-la ao próprio bolso, privando-nos de ações solidárias e fraternas!


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
Email: contato@mariaregina.com.br
Site: www.mariaregina.com.br




Mais textos deste colunista:
Tolerar; até quando?
Sofrimento: prova de Deus ou armadilha do diabo?
A alegria e o prazer
O tempo de Deus
A mudança que dói
Dia Internacional da Mulher
Proteção de Deus
O mal versus o bem
Adeus ano velho, feliz ano novo
Nasce uma esperança
Eu sinto isso
Aumento dos casos de estupros no Brasil
Finados
Criança – Sujeito de direitos
Relacionamentos que fazem sofrer
O sucesso
Quando um amor se vai...
A onda de violência
Mude o Brasil, mas comece por você!
Dia dos namorados
A dura carga da mulher
Mulher-Mãe
A importância da autoestima
Pais que exigem demais
Um dia de prostração
A intolerância
Páscoa
Em nome do amor
Os grandes golpes da vida
A mulher e suas muitas faces
Família
O papa coragem
A importância de viver cada dia
Trabalho infantil
Prestígio
Maternidade tardia
Mudança de olhar
Feliz Natal!
Preparai o caminho...
O que é o livre-arbítrio?
O fim do casamento
A pregação da Palavra
Doutrinas
Escrevendo sobre o óbvio
A afeição dos animais
Quinze anos
Quaresma – Tempo de mudança
Presente de aniversário
O sexo pelo sexo
A era das pseudoatitudes
Correndo contra o tempo
Um grande amor
Lei da palmada
Conto de Natal*
Abaixo o isolamento
A difícil arte de relacionar-se
A necessidade de valorização e reconhecimento
Autoestima e limites
Dia dos professores
Sem explicação
Luz na Prisão
Sonhos nem sempre são como parecem
O excesso é ruim
Oito ou oitenta
O necessário preparo
O ciclo da vida
O mito da felicidade
O ciúme
Namorados: amai-vos
O direito de discordar
Azedo x Doce
Vinde Espírito Santo
Abaixo o Kit Gay
Paixão de Cristo
A idade aprimora ou piora
A criação geme em dores de parto
Mulheres
Mais um carnaval
Capacitar-se é preciso
Será que estamos sendo roubados?
Pensamentos tormentosos
Editora Santuário – 110 anos escrevendo e fazendo história!
O segredo é soltar devagar
Pecador tem jeito
Agradecimentos
Logo é Natal
Faça a sua parte
Quarenta e cinco anos
Deus sabe
Crise de autoridade
O amor precisa ser cultivado
O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade e os superdiagnósticos
Arrogância x humildade
Adultos mimados
Belas palavras
A porta estreita
Família - Formadora de valores humanos e cristãos
Buscando um nome - encontrou um pai
Ainda não foi desta vez
Amizade
Somos especiais
A oração e o livramento
Autocomiseração
A complexidade que exclui
A vida mutilada
Adeus professora
Violência sexual face à crianças
A dor da decepção
Mamãe - superlativo da palavra amor!
Mãe
Quem segura o leme da “Barca de Pedro”?
Agradecer faz parte
Estações da vida
Páscoa - Amor incondicional
Arrependimento e perdão
Frustração no relacionamento entre pais e filhos
Saudade
Mulher
Espiritualidade da Quaresma – A Lição do Cata-Vento
Pai amigo
Preparação para o casamento
Máscaras
Postura faz diferença
Palavras
Filhos usam drogas porque os pais tomam remédios?
Zilda Arns: A vida de uma guerreira
Delicadeza x grosseria

COMENTE ESTE ARTIGO:
Nome:
Email:

(0 / 255)
O tamanho máximo do comentário é de 255 caracteres.
Atenção!
Você irá receber um email para confirmar seu comentário para que o mesmo seja publicado nesta página, portanto o campo Email é de preenchimento obrigatório e, ao enviar, você assume a responsabilidade pelas suas palavras inseridas neste comentário.
*NOTA : o JornalRMC abre esse espaço para que nossos colunistas exponham, de forma voluntária, seus pontos de vista sobre os assuntos em que são especialistas. Dessa forma, as opiniões apresentadas são de única e exclusiva responsabilidade dos mesmos, não refletindo necessariamente a opinião do portal e de seus editores.

 
SOS Impressoras
Rádio Novo Tempo Campinas
Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas

.: Acessos: 7.345.283 :. | .: desde Agosto/2007 :. | .: contato: imprensa@jornalrmc.com.br :. | .: desenvolvido por: LINDEMUTH Comunicação :.