Presente de aniversário

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Maria Regina Canhos Vicentin
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E que presente de aniversário: sete mulheres estupradas, das quais duas assassinadas! Uma verdadeira barbárie protagonizada por mentes doentes e sem compaixão. Indubitavelmente, o crime ocorrido na cidade de Queimadas, no agreste paraibano, mobilizou a atenção de todos em função do seu grau de perversidade. Comprazer-se com o sofrimento do outro é inegável prova de patologia emocional, que vem ficando cada vez mais comum em função das relações interpessoais terem passado a ser descartáveis, e as pessoas reduzidas à condição de meros objetos de prazer momentâneo. Parece que não, mas nesse sentido os BBB’s da vida têm ajudado muito. Plantam ideias em mentes doentes, que não sossegam enquanto não realizam atrocidades, pelo simples fato de não conseguirem se vincular afetivamente a alguém.

O psicopata é frio; ele não se coloca no lugar das vítimas. E a sua capacidade de persuasão pode arrastar outros consigo, como aconteceu. Provavelmente nem todos fariam o que fizeram se não tivessem sido manipulados por uma mente doente. Alguns, com certeza, jamais irão se perdoar pelo que ocorreu. Mas, existe aquele que não experimenta remorso, e com certeza, está no meio deles. Será o aniversariante; será o seu irmão; serão ambos? Os profissionais responsáveis por avaliar esse caso irão dizer.

Talvez precisemos ficar mais atentos aos sinais que as pessoas nos dão. Lágrimas que brotam de um rosto sem expressão. Palavras que são ditas, mas parecem não ser sentidas. Crueldade com os animais. Desprezo pelo meio ambiente. Desejo de poder e prazer em manipular os demais. Tudo isso deve ser observado para que não sejamos as próximas vítimas de um psicopata, que pode morar ao nosso lado.

Com a banalização dos valores e dos sentimentos abrimos as catracas que continham, ainda que de forma não ostensível, esses assassinos. Daqui em diante, esses doentes vão proliferar como moscas sobre o lixo, até que resgatemos os princípios morais e éticos. Toda ação gera um resultado.
Nossa omissão também está gerando frutos podres. Aceitamos a promiscuidade, a falta de ética, a decadência dos valores morais. Enaltecemos figuras abjetas, valorizamos o obscuro, pisoteamos o sagrado. Agora vamos ter de nos defrontar com essas feras soltas, transitando livremente, sem as amarras morais.

“Para bom entendedor, meia palavra basta”. Quem ainda tem dúvidas quanto ao que estou escrevendo que observe, pois os noticiários servem para nos colocar a par dos acontecimentos cotidianos. Irão verificar que a situação está ficando realmente complicada, e a cada dia mais difícil de identificar quem é joio e quem é trigo, já que estamos todos crescendo juntos até o dia da colheita. Urge um policiamento da nossa parte. E que Deus nos perdoe!


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
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Site: www.mariaregina.com.br




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