Feliz Natal!

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Maria Regina Canhos Vicentin
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Todos os que chegavam eram recepcionados com um aperto de mão, um sorriso e um abraço; depois podiam escolher seus lugares e ir sentando onde lhes parecesse melhor. A noite estava quente e convidava para uma cervejinha gelada. O papo rolava solto e as pessoas foram, pouco a pouco, entrando num clima festivo e descontraído. O anfitrião fez questão de tirar fotos em todas as mesas, abraçando as pessoas, sorrindo, demonstrando sua satisfação e alegria. Puxa vida, eu me senti em casa. Foi uma comemoração como poucas, pois teve um toque a mais, contou com a ternura, o respeito e o contentamento do anfitrião. Para quem é pouco reconhecido no dia a dia de trabalho, uma atenção sempre aquece a alma e faz bem ao coração. Sei que todos os que lá estavam partilham a mesma opinião, pois não é sempre que se ganha um carinho. Aos que deixaram de ir, apenas a constatação de que perderam mais que um jantar, uma verdadeira confraternização entre amigos queridos.

Como você pode perceber, esse deveria ser o verdadeiro clima de Natal. Pessoas que se gostam reunindo-se para celebrar a vida, o ano que está prestes a findar, as conquistas e alegrias presentes nos últimos 358 dias do ano (contei até o dia 24 de dezembro). É certo que também temos dissabores e tristezas, mas relembrá-los é sofrer duas vezes e acho isso completamente desnecessário. Se podemos optar em rechear a nossa mente com bons pensamentos, para que nos deixar contaminar com o amargor de dias difíceis e tristes? A vida é para ser comemorada, pois a cada dia vivido travamos uma batalha na qual saímos vencedores. Sobrevivemos mais um dia. Precisamos expressar nosso afeto pelas pessoas, aprender a dividir nossa alegria e também as nossas posses pois, em última instância, se temos demais é porque alguém tem de menos, e todos têm o direito de celebrar e viver.

Vamos aproveitar este Natal para fazer um exame de consciência, e avaliar de que forma temos contribuído para melhorar a vida das pessoas à nossa volta. Sei que podemos fazer um pouquinho. Faça a sua parte e, se todos assim fizerem, o mundo vai ficar bem melhor, com certeza. Tem gente que tem fome; dê de comer. Tem gente que tem medo; estenda a mão. Tem gente que vive na indigência; ofereça trabalho. Tem gente que só quer um pouco de atenção; pare, olhe nos olhos, e ouça. Você estará ajudando a melhorar a humanidade. Muitos se queixam de incompreensão, falta de carinho, e oportunidade. Culpam o mundo por suas mazelas e exclusão. Ofereça o que pode; talvez a oportunidade, quiçá o carinho ou a compreensão. Faça a sua parte e todos ganharão com isso.

Papai Noel não veio somente para os mais favorecidos; Ele crê que todos têm as mesmas necessidades e foi por todos que deu sua vida na cruz. Existe Noel que traz o vermelho nas roupas, mas nosso Jesus cobriu-se de sangue, seu próprio sangue, para nos fazer crer no Natal. Gente, o Natal não pode ser apenas comercial; tem de gerar mudança de vida. Nosso Papai Noel nos deu um presente muito especial, seu próprio exemplo e vida, para que tivéssemos esperança e um modelo a seguir. Neste Natal pare e pense. Tenho certeza de que sua vida não será mais a mesma de antes.


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
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