Mudança de olhar

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Maria Regina Canhos Vicentin
contato@mariaregina.com.br
 

Dois mil e doze acabou; mas o mundo não. Continuamos aqui, firmes e fortes; sujeitos a um sem número de desafios neste ano que está se iniciando. Quiçá seja um ano melhor que o anterior, em que os bons momentos superem em muito os ruins. Mas, tudo é incerto. Não sabemos o que
virá e isso talvez nos assuste. Pensar negativo, no entanto, não vai nos ajudar a entrar com o pé direito no novo ano. Precisamos de uma mudança de olhar. Sim, porque os crimes vão continuar ocorrendo... pessoas morrendo, endividadas, reféns do álcool e das drogas, fracassadas... tudo isso vai continuar ocorrendo... Precisamos de uma mudança no olhar; olhar diferente.

Toda vez que optamos por enxergar a vida de um modo contemplativo, aprendemos muito mais. Isso porque nós nos distanciamos emocionalmente do evento que nos causa tensão e medo. Ele continua existindo, mas passa a ter outro significado para nós. Muitas vezes, passa a ter uma razão de
ser, de acontecer daquela forma. Revolta menos. Dói menos. Ao mesmo tempo, podemos perceber como o equilíbrio é importante para neutralizar a histeria do mundo em que estamos inseridos neste momento.

Muitos estão doentes e não percebem. Querem ter em demasia. Ter dinheiro, ter prazer, ter poder, ter notoriedade... a lista é imensa. Esses desejos entram em choque com a proposta do Criador dos homens, que arquitetou um mundo pródigo para todos e não apenas para alguns. A partilha, que deveria ser exercitada, é esquecida diante dos apelos consumistas. Quem não tem se revolta. Busca um meio de ter também. Engana, rouba, mata, vicia... Tudo para ter igual ou mais. Olhar para as pessoas de forma avaliativa e condenatória é fácil. Olhar para elas de modo compreensivo e piedoso é difícil.

Como você pode notar, a maneira como se olha as coisas determina o nosso proceder, a nossa postura frente à vida e as demais pessoas. Viver bem é preciso. Viver com esperança, com alegria, com emoção. Viver com o básico necessário, que nos proporciona a oportunidade de sentirmos dignidade na
condição humana de existir. Tudo isso nós podemos alcançar; podemos sim, pois o nosso mundo tem abundância de recursos naturais. O que nos tem impedido de desfrutar essa realidade é a ganância das pessoas, que vivem: explorando colaboradores, furtando empregadores, esbanjando em caprichos
pessoais, ignorando a carência alheia...

Que dois mil e treze possa ser um ano diferente. Diferente para quem consegue mudar o olhar diante do que lhe é apresentado. Se cada um fizer um pouco, certamente teremos mais. Assim, devagarinho vamos transformando o mundo em que vivemos num lugar pródigo para todos. Feliz Ano Novo!


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
Email: contato@mariaregina.com.br
Site: www.mariaregina.com.br




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