A importância de viver cada dia

Compartilhar no Facebook

Enviar por email Imprimir este artigo
Maria Regina Canhos Vicentin
contato@mariaregina.com.br
 

Ficamos comovidos e chocados com a tragédia ocorrida na boate de Santa Maria (RS) e que vitimou mais de duzentos e trinta jovens. Em sua maioria, universitários, até então com expectativa de futuro promissor. Desolados, os pais, irmãos e parentes, tentam compreender como uma coisa dessas pode acontecer; e mais, como Deus pode permitir que tal ocorresse. São questionamentos naturais, e que sempre acontecem quando somos surpreendidos por momentos trágicos. A dor só poderá ser superada com o tempo, e nada mais há que se fazer senão lamentar a sucessão de equívocos que poderiam ter sido evitados caso nossa humanidade não nos autorizasse a errar e cometer deslizes, por vezes, fatais e irreversíveis. Seguir-se-ão dias difíceis, em que procuraremos culpados para a tragédia, como se isso pudesse confortar o coração da perda de nossos entes queridos. Aos de fora, uma lição a ser aprendida e meditada: precisamos viver cada dia!

Normalmente, temos nossos filhos diariamente ao alcance de nossas mãos e olhos, mas interagimos pouco com eles. Quase não perguntamos sobre suas vidas e deixamos que fiquem horas e horas conectados à internet, trancados em seus quartos, na rua com seus amigos... Temos os filhos e, ao mesmo tempo, não temos. Não desfrutamos da sua companhia. Não acompanhamos o seu dia a dia. Quando um episódio lamentável nos surpreende, como uma doença, um acidente ou a morte, então é que verificamos ter deixado de viver muita coisa com eles. Usualmente, dada à idade, esperamos morrer antes, adoecer primeiro, mas nem sempre é assim. Por isso temos de aproveitar cada segundo ao lado de nossos filhos, desfrutar ao máximo da companhia deles, viver cada dia consciente de que pode ser o último, então, precisa ser bem vivido.

Uma forma de fazer isso é criar momentos em que possamos estar juntos, pais e filhos, compartilhando situações prazerosas, como uma viagem; passeios em parques, museus, zoológicos; um cineminha; churrasco entre amigos e familiares; visita à casa dos avós; passeio no shopping; jogos em casa... Existem várias opções para aqueles que desejam estar juntos. Isso, no entanto, nem sempre é fácil. Precisamos sair do nosso comodismo e, muitas vezes, desligar a TV (avanço tecnológico basicamente responsável pela diminuição do diálogo familiar).

Outras coisas importantes são a frequência de beijos, abraços, olhares, escutas atenciosas, favores e gentilezas, pedidos de perdão... Tudo isso aproxima e enriquece uma relação, principalmente entre pais e filhos. Nós nos abastecemos de boas lembranças e recordações que nos acompanham por toda uma vida, quiçá para a eternidade. Precisamos ser pródigos ao elogiar nossas crianças e jovens; confiar em suas potencialidades, seus talentos. Demonstrar o nosso amor enquanto estamos próximos, unidos, compartilhando o mesmo teto e dividindo momentos. Eu sei que nada disso pode afastar a dor da perda, mas minimiza seus efeitos ao nos dar a certeza de que aproveitamos ao máximo o tempo que tivemos junto deles. Pensemos nisso a fim de adotar novas atitudes, e façamos uma prece pedindo a Deus que conforte as famílias de Santa Maria.


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
Email: contato@mariaregina.com.br
Site: www.mariaregina.com.br




Mais textos deste colunista:
Tolerar; até quando?
Sofrimento: prova de Deus ou armadilha do diabo?
A alegria e o prazer
O tempo de Deus
A mudança que dói
Dia Internacional da Mulher
Proteção de Deus
O mal versus o bem
Adeus ano velho, feliz ano novo
Nasce uma esperança
Eu sinto isso
Aumento dos casos de estupros no Brasil
Finados
Criança – Sujeito de direitos
Relacionamentos que fazem sofrer
O sucesso
Quando um amor se vai...
A onda de violência
Mude o Brasil, mas comece por você!
Dia dos namorados
A dura carga da mulher
Mulher-Mãe
A importância da autoestima
Pais que exigem demais
Um dia de prostração
A intolerância
Páscoa
Em nome do amor
Os grandes golpes da vida
A mulher e suas muitas faces
Família
O papa coragem
Trabalho infantil
Prestígio
Maternidade tardia
Mudança de olhar
Feliz Natal!
Preparai o caminho...
O que é o livre-arbítrio?
O fim do casamento
A pregação da Palavra
Doutrinas
Escrevendo sobre o óbvio
A afeição dos animais
Quinze anos
Quaresma – Tempo de mudança
Presente de aniversário
O sexo pelo sexo
A era das pseudoatitudes
Correndo contra o tempo
Uma reflexão sobre o relato de Viktor Frankl
Um grande amor
Lei da palmada
Conto de Natal*
Abaixo o isolamento
A difícil arte de relacionar-se
A necessidade de valorização e reconhecimento
Autoestima e limites
Dia dos professores
Sem explicação
Luz na Prisão
Sonhos nem sempre são como parecem
O excesso é ruim
Oito ou oitenta
O necessário preparo
O ciclo da vida
O mito da felicidade
O ciúme
Namorados: amai-vos
O direito de discordar
Azedo x Doce
Vinde Espírito Santo
Abaixo o Kit Gay
Paixão de Cristo
A idade aprimora ou piora
A criação geme em dores de parto
Mulheres
Mais um carnaval
Capacitar-se é preciso
Será que estamos sendo roubados?
Pensamentos tormentosos
Editora Santuário – 110 anos escrevendo e fazendo história!
O segredo é soltar devagar
Pecador tem jeito
Agradecimentos
Logo é Natal
Faça a sua parte
Quarenta e cinco anos
Deus sabe
Crise de autoridade
O amor precisa ser cultivado
O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade e os superdiagnósticos
Arrogância x humildade
Adultos mimados
Belas palavras
A porta estreita
Família - Formadora de valores humanos e cristãos
Buscando um nome - encontrou um pai
Ainda não foi desta vez
Amizade
Somos especiais
A oração e o livramento
Autocomiseração
A complexidade que exclui
A vida mutilada
Adeus professora
Violência sexual face à crianças
A dor da decepção
Mamãe - superlativo da palavra amor!
Mãe
Quem segura o leme da “Barca de Pedro”?
Agradecer faz parte
Estações da vida
Páscoa - Amor incondicional
Arrependimento e perdão
Frustração no relacionamento entre pais e filhos
Saudade
Mulher
Espiritualidade da Quaresma – A Lição do Cata-Vento
Pai amigo
Preparação para o casamento
Máscaras
Postura faz diferença
Palavras
Filhos usam drogas porque os pais tomam remédios?
Zilda Arns: A vida de uma guerreira
Delicadeza x grosseria

COMENTE ESTE ARTIGO:
Nome:
Email:

(0 / 255)
O tamanho máximo do comentário é de 255 caracteres.
Atenção!
Você irá receber um email para confirmar seu comentário para que o mesmo seja publicado nesta página, portanto o campo Email é de preenchimento obrigatório e, ao enviar, você assume a responsabilidade pelas suas palavras inseridas neste comentário.
*NOTA : o JornalRMC abre esse espaço para que nossos colunistas exponham, de forma voluntária, seus pontos de vista sobre os assuntos em que são especialistas. Dessa forma, as opiniões apresentadas são de única e exclusiva responsabilidade dos mesmos, não refletindo necessariamente a opinião do portal e de seus editores.

 
SOS Impressoras
Rádio Novo Tempo Campinas
Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas

.: Acessos: 6.986.649 :. | .: desde Agosto/2007 :. | .: contato: imprensa@jornalrmc.com.br :. | .: desenvolvido por: LINDEMUTH Comunicação :.