Os grandes golpes da vida

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Maria Regina Canhos Vicentin
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Se você acabou de levar um grande golpe da vida saiba que isso não acontece só com você. Na verdade, esses tropeços nos ensinam muito mais do que podemos imaginar acerca das pessoas e das coisas. São situações que nos proporcionam amadurecimento quando encaradas positivamente, mas bem sei que essa é a parte mais difícil. Quando nos sentimos pisoteados, afrontados, humilhados... a última coisa que pensamos é tirar proveitosa lição do incidente dramático. Normalmente, ficamos coléricos à espera de uma oportunidade de revide, quando a vida novamente vier a nos favorecer. Sentir assim é natural, embora não seja nada produtivo. De que adianta ficar rememorando palavras ofensivas, atitudes desrespeitosas, carrancas ameaçadoras? Serve somente para minar nossa paz interior e tornar desconfortável o nosso dia a dia.

As pessoas naturalmente se dividem em dois grandes grupos: os “de bem com a vida” e os “de mal com a vida”. Para os “de bem com a vida” as coisas ruins também acontecem, é claro, mas são encaradas de forma positiva, servindo de aprendizado, embora doam tanto quanto para os “de mal com a vida”. A diferença básica é que os “de mal com a vida” pensam nisso o tempo todo, e procuram avidamente uma vítima para o seu mau humor, o seu descontrole emocional, o seu desequilíbrio interno. Qualquer um pode vir a ser alvo dos “de mal com a vida”, simplesmente porque essas pessoas, quando infelizes, querem arrumar companhia para não ficarem tão sós em seu afastamento orgulhoso. A frustração não é vista por eles como forma de se aprimorar, pelo contrário, é sinal de que o mundo está contra; e se o mundo está contra: “pau” nele.

Lógico que isso gera um desgaste enorme. A mágoa, ao invés de diminuir, aumenta. Afinal, não é fazendo os outros infelizes que vamos ficar satisfeitos, pois existe uma ligação entre as pessoas e, acima disso, uma lei de ação e reação: se você faz, você recebe. Seria muito melhor tratarmos todas as pessoas com consideração e respeito, cordialidade e afeição. Assim, teríamos um retorno satisfatório de nossas ações. O fato de endurecermos com a vida só faz com que ela endureça conosco. Se nos relacionamos com alguém de forma indelicada, estamos dando margem a sermos tratados com a mesma indiferença e descortesia. Isso sem levar em conta que, às vezes, podemos perder verdadeiras amizades e magoar quem realmente nos admira e preza o nosso convívio. A situação, nesse caso, fica mais complexa, pois existem relacionamentos que jamais se recompõem, tamanha a decepção.

Precisamos aprender a considerar as pessoas como semelhantes e, assim, merecedoras do nosso apreço. À medida que desprezamos, humilhamos e nos prevalecemos sobre os outros, crentes que lhe somos superiores, criamos uma distância enorme entre nós. Consideremos que a vida é realmente uma escola. Se você foi nocauteado – levante; pois ela concede inúmeras possibilidades de vitória a quem luta. Não desista! S ua felicidade vale todo o esforço. Não há o melhor que o outro. Você é tão importante que Deus lhe fez único. Creia nisso e jamais alguém irá conseguir humilhá-lo novamente.


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
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