Realmente temos sa√ļde mental? (parte 1)

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Vinícius Dottaviano
viniciuspsique@hotmail.com
 

Iniciando com um novo tema, destaco um ditado que diz: ‚ÄúFa√ßa o que eu digo... mas n√£o fa√ßa o que eu fa√ßo!‚ÄĚ... Este conhecido e s√°bio prov√©rbio popular simboliza a hipocrisia travestida de apar√™ncia e de m√°scaras sobrepostas que costumam camuflar a personalidade humana. Somos, muitas vezes, atores(atrizes) representando no palco da sociedade aquilo que na verdade n√£o somos.

Questionamo-nos com rela√ß√£o aos recentes acontecimentos de viol√™ncia que abalam o Brasil: o perguntamos tamb√©m o que est√° acontecendo com o mundo??? Vamos em busca de respostas e, ao passarmos o ‚Äúolhar‚ÄĚ anal√≠tico no panorama pol√≠tico nacional, independentemente de partidos, nos deparamos com uma situa√ß√£o simplesmente absurda: os nossos governantes, em praticamente todas as escalas da hierarquia do poder, que exemplo est√£o dando ao povo e, principalmente, √†queles que mais precisam da aten√ß√£o deles??? Como est√£o sendo tratados os necessitados de p√£o, sa√ļde, habita√ß√£o, educa√ß√£o e de uma vida digna e com esperan√ßas???

Preconizo que parece que as respostas, com certeza, encontram-se no √≠ntimo de cada pol√≠tico corrupto, no √Ęmago de suas perturbadas consci√™ncias; pois, nos sistemas de poder ditatorial; e n√≥s j√° tivemos exemplo dessa realidade no regime militar; existe uma disfar√ßada tend√™ncia ideol√≥gica proveniente dos micros sistemas de sa√ļde, intimamente ligados ao poder p√ļblico; embora sempre haja exce√ß√Ķes √† regra; de diagnosticar em casos de ‚Äúdesvio de conduta‚ÄĚ ou simplesmente ‚Äúrebeldia manifesta‚ÄĚ, como casos que perten√ßam ao rol das psicopatologias estruturais. No entanto, paradoxalmente, o pr√≥prio sistema ditatorial, pelas caracter√≠sticas da sua estrutura e funcionamento, assim como as dram√°ticas experi√™ncias do nazismo, fascismo, militarismo e stalinismo na Europa do s√©culo XX e depois pelo mundo todo, evidenciam o diagn√≥stico de esquizofrenia institucionalizada, ou seja, o poder enfermo.

O que ocorre no Brasil, atualmente, √© algo parecido, por√©m, por mais paradoxal que possa parecer, simbolicamente expressivo no sentido de haver um efeito ‚Äúpanela de press√£o‚ÄĚ social (sem querem fazer analogias aos USA) com requintes de barb√°rie na forma como v√™m ocorrendo os confrontos envolvendo civis e representantes das for√ßas de seguran√ßa. Mas que, na verdade, representam sintomas de uma doen√ßa de que o sistema democr√°tico come√ßa a padecer. Ent√£o, percebo e proponho que o medicamento que o pa√≠s precisa para tratar esta institucionalizada enfermidade que atinge a todos n√≥s desde a √©poca do descobrimento, chama-se mudan√ßa de atitude pessoal e cultural, pois, √©tica, ou voc√™ tem, ou voc√™ n√£o tem, n√£o existe meio termo. O famoso ‚Äújeitinho brasileiro‚ÄĚ v√™m, historicamente, comprometendo as rela√ß√Ķes pol√≠tico-pessoais neste pa√≠s, porque nos bastidores desta caracter√≠stica cultural-filos√≥fica do brasileiro, agem um sem n√ļmero de interesseiros e oportunistas de plant√£o. Somente mudamos de atitude, de moral e de car√°ter quando nos conscientizamos que precisamos realmente mudar. E a educa√ß√£o na fam√≠lia, na escola e na universidade, se for devidamente valorizada por n√≥s, povo, e pelos governantes, ser√° a mola mestra desta mudan√ßa de atitude de que tanto necessitamos.

O dia em que os pol√≠ticos que nos representam conseguirem mudar o significado do prov√©rbio, inicialmente para: ‚ÄúFa√ßa o que eu fa√ßo...‚ÄĚ, ser√° uma sinaliza√ß√£o de que a sociedade brasileira come√ßa a recuperar-se da doen√ßa que at√© ent√£o vinha minando a sua estrutura sist√™mica representada por um grupo minorit√°rio de pessoas chamado poder. E quando nossos governantes avan√ßarem na proposta e completarem o significado do prov√©rbio, mudando para: ‚Äú... e fa√ßa o que digo que fa√ßo!‚ÄĚ, ser√° uma certeza de que o pa√≠s estar√° completamente curado da enfermidade que quase sepultou a sua democracia. Saberemos, ent√£o, a partir deste dia, que a pol√≠tica n√£o girar√° mais em torno de mesquinhos interesses pessoais ou de pequenos, m√©dios e grandes grupos, mas sim, do bem comum!!!

No campo da espiritualidade, se estivermos receptivos, seremos constantemente inspirados ou influenciados pelos(as) nossos(as) mentores(as) ou guias espirituais. Eles(as) fazem a sua parte tentando nos ajudar. No entanto, a nossa transforma√ß√£o depender√° √ļnica e exclusivamente, atrav√©s do livre arb√≠trio, de n√≥s mesmos(as).

Acredito que a f√≥rmula simples de fortalecermos a nossa aura, que √© aquele campo energ√©tico que circunda o nosso corpo, deve ser sempre a procura do bem, embora seja quase imposs√≠vel passar pela vida evitando energias e pensamentos de outras pessoas, mas, digo que voc√™s podem sim, fortalecer seus campos energ√©ticos para que nada penetre no seu espa√ßo. Para manter uma aura equilibrada e sadia √© preciso nutrir-se de sentimentos de bondade, raz√£o, paci√™ncia e especialmente perd√£o. Quando sua aura √© sadia e vibrante, voc√™s tamb√©m ter√£o boa sa√ļde, rela√ß√Ķes agrad√°veis e equil√≠brio emocional. A melhor maneira de fortalecer sua aura √©, em primeiro lugar e fundamentalmente, se aceitar como um ser tamb√©m espiritual. A escolha √© de voc√™s...

Continuo na semana que vem,

Boa Semana


Vinícius Dottaviano
Doutorando em Psicologia da Arte (Unicamp), Mestrado em Artes e Educação (Unicamp), Pós-Graduação em Psicoterapia Cognitiva/Comportamental (UNIAnchieta de Jundiaí), Bacharelando em Direito pela Faculdade Padre Anchieta de Jundiaí/SP, Licenciado em Psicologia pela Faculdade Padre Anchieta de Jundiaí/SP, Licenciado em Dança e Artes Corporais (Unicamp) e Licenciado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUCC.
Email: viniciuspsique@hotmail.com




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