Relacionamentos que fazem sofrer

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Maria Regina Canhos Vicentin
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Atualmente enfrentamos um delicado momento em que muitos relacionamentos ao invés de serem satisfatórios fazem sofrer. Tal não se dá por escolha de qualquer das partes envolvidas, mas pela falta de comprometimento com o tão desejado “final feliz”. As pessoas buscam a satisfação, no entanto, esquecem que precisam se dedicar para alcançar um resultado favorável para ambos. Dedicar-se dá trabalho. Esforçar-se dá preguiça. E, assim, as situações vão sendo “empurradas com a barriga” até um desfecho que pode ser ou não adequado; mas que, com certeza, foi o resultado do que foi plantado na relação. Tem gente que planta grama, e espera colher azaleias. Isso nem ao menos é improvável, simplesmente impossível. Não há como colher o que sequer se plantou.

Relacionamentos há que não levam em conta as características de cada um, como a sensibilidade e a delicadeza. Impõem-se como um tufão que tudo arrasta, causando grande devastação. Restam corações machucados sem necessidade, apenas porque faltou cuidado e atenção. É uma pena que aconteça assim; contudo ocorre cada vez mais. Tempos atrás as coisas eram diferentes. Havia mais respeito pelo outro, maior consideração. As pessoas não eram consideradas descartáveis, não eram avaliadas como objetos. Existia um valor intrínseco em cada ser humano. Valor que veio minguando com o passar dos anos, porque as pessoas passaram a valer pelo que possuem e não pelo que são.

É triste verificar como os relacionamentos estão instáveis. Há uma insegurança generalizada. Um medo de amar e ser amado. Medo de acreditar. Medo de se entregar. Ninguém confia mais no outro. Reina o receio de ser dilacerado pelo egocentrismo exacerbado dos dias atuais. Importa ser feliz ainda que a custa da infelicidade alheia. Todos sabem disso e por esse motivo têm medo. A maioria age dessa forma, pouco se importando com os demais. Instaurou-se o pânico nos relacionamentos afetivos. Salve-se quem puder. Cuide para que isso não aconteça com você!

Vai levar tempo para resgatarmos os verdadeiros valores. Vai levar tempo para tornarmos a respeitar o próximo e verificar que ele merece ser feliz tanto quanto nós. Quem planta grama não colhe azaleia. Quem planta ciúme não colhe segurança. Quem planta violência não colhe afeição. Quem planta indiferença não colhe amor. Será que é tão difícil a gente entender isso? Por que continuamos a nos desencontrar nos caminhos do mundo, se todos ansiamos por ser reconhecidos e amados? Algo para se pensar, não é mesmo? Enquanto isso a vida passa; a gente envelhece, e perde um tempo precioso que não volta mais. Como o ser humano é idiota, meu Deus!!!


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
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