Feminismo e Machismo

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07 de Janeiro de 2014


Aqui vai uma opinião pessoal sobre o assunto e da propaganda da Bombril.

Está em circulação já alguns meses, uma série de propagandas da Bombril aonde algumas mulheres famosas (Dani Calabresa, Marisa Orth e Mônica Iozzi) falam da revolução feminina em conexão com a história da Bombril. (no site da Bombril é possível assisti-las).

Vi esta propaganda como uma afronta aos homens e à figura masculina. Como disse Ricardo Agreste sobre estas mesmas propagandas, é apenas uma continuação de um conceito que já vem pelo menos a 20 anos tentando desconstruir a imagem do pai, esposo e do homem em geral na sociedade.

Como a propaganda foi feita com o recurso do humor, muitos não perceberam a mensagem que ela tenta passar e outros ainda acham que é algo inocente e que não deveríamos nos preocupar com ela.

Cerca de 300 homens entraram com um processo na Conar (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária) contra esta propaganda, mas a idéia do politicamente correto quanto ao feminismo está tão enraizado, que este processo foi arquivado.

Se a propaganda fosse de homens denegrindo a imagem das mulheres, insultando-as de serviçais, cachorras e etc, tenho certeza que muitas mulheres ficariam ofendidas (e com razão). Mas com a revolução das mulheres nos últimos anos, com a sua merecida saída para o mercado de trabalho e com o início de uma igualdade entre os sexos, infelizmente perdeu-se o respeito pelos homens e pela figura masculina.

A impressão que tenho é que muitas mulheres não querem mais terem igualdade com os homens, mas que agora querem ser superiores. Tanto o machismo quanto o feminismo são repugnantes e causam a destruição da sociedade. O ideal são ambos os sexos terem respeitabilidade igualitária de suas funções na sociedade e família (que são diferentes).

A propaganda da Bombril é uma ofensa sutil à figura do homem e uma masculinização das mulheres. O conceito que esta propaganda transmite é que para uma mulher conseguir respeito na sociedade e na família ela precisa parecer um homem. Ela tem que falar alto, grosso, bater na mesa e insultar o sexo oposto (o que não caracteriza um homem).

Esta foi uma atitude por muitos anos de homens machistas que estragaram (e alguns ainda estragam) por muito tempo a nossa sociedade e a família e que agora algumas mulheres estão tendo a mesma atitude. Ser mulher não é isso. A mulher é delicada e cativante e o homem não deveria ser visto como um bruto, mas como uma figura de igual respeito como as mulheres.


Mateus Feliciano
Casado, 31 anos, professor, palestrante, pastor, graduado em Administração, bacharel em Teologia (Faculdade Teológica Batista de Campinas), presidente da Seara Urbana (moradores de rua) em Campinas/SP, professor no curso de missões urbanas e da Escola de Treinamento e Discipulado da JOCUM, integrante da Fraternidade Teológica Latino Americana (FTL) em Campinas, Coordenador e professor da Escola de Missões Urbanas Ações na Cidade, Coordenador e professor do curso Teologia & Vocação, Coordenador do Pólis Centro de Teologia, Missiologia, Vocação e Artes e Coordenador e professor na Faculdade Teológica Batista de Campinas.
Email: mateus.feliciano@searaurbana.com
Site: www.searaurbana.com
Blog: http://poliscentro.com/blog




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