Normalmente Diferentes e Diferentemente Normais

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24 de Fevereiro de 2014


Quem é diferente e quem é normal? Esta pergunta deve passar pela cabeça de muita gente. Muitos se perguntam: - Eu sou normal ou sou diferente?

Normalmente quando se encontra com alguém que (aparentemente) é diferente de nós, chega-se a conclusão que somos normais e o outro é diferente. Muitas vezes consideramos o outro diferente sem compara-lo às outras pessoas, mas simplesmente por comparar esta pessoa com a gente mesmo.

√Č muito comum esta an√°lise ser feita com superficialidade, pois geralmente n√£o se conhece a pessoa a fundo e tira-se conclus√Ķes precipitadas baseadas na apar√™ncia ou no ‚Äújeito‚ÄĚ da pessoa.
Mas afinal, quem define o que é normal e o que é diferente? Normal em relação a quê? E diferente em relação a quem?

Todo ser humano √© diferente um do outro. Cada ser humano √© √ļnico. Uma pessoa tem sua impress√£o digital e mais ningu√©m durante toda a hist√≥ria da humanidade ter√° igual.

No final das contas somos todos diferentes um dos outros. Podemos nos vestir parecidos, termos ideias e filosofias de vidas semelhantes, termos temperamentos equivalentes e etc, mas nunca seremos exatamente iguais uns aos outros. Nem irmãos e irmãs gêmeos os são.

Quando analisamos pessoas que são diferentes de nós por causa de um piercing, tatuagem, cabelo, terno e gravata, maquiagem e etc é preciso tomar cuidado para não julgarmos o caráter e quem de fato a pessoa é. A aparência de alguém pode dizer muito sobre a pessoa, mas não a define como um ser. Ser alguém é muito mais que seu visual, pois existe uma mentalidade, sentimentos e características que muitas vezes nem nós mesmos nos conhecemos profundamente.

As vezes o comportamento ‚Äúesquisito‚ÄĚ de algu√©m, o jeito de falar e outras coisas deste tipo faz com que nos afastemos das pessoas por considerar a pessoa ‚Äúdiferente‚ÄĚ e concluir que a pessoa n√£o √© ‚Äúnormal‚ÄĚ como voc√™. Perdemos oportunidades incr√≠veis de conhecer pessoas que poderiam muito bem fazer parte do nosso ciclo de amizade por fazer julgamentos precipitados e preconceituosos em rela√ß√£o ao outro.

Claro que devemos nos preocupar com nossa seguran√ßa, com m√°s influ√™ncias, com pessoas vazias que n√£o acrescentam muito, mas nunca descarta-las. Gente n√£o √© descart√°vel. Gente √© o bem mais precioso neste mundo f√≠sico. N√£o deixemos nos levar por defini√ß√Ķes rasas para concluir quem √© diferente e quem √© normal para conviver comigo, pois no final todos somos NORMALMENTE DIFERENTES E DIFERENTEMENTE NORMAIS.


Mateus Feliciano
Casado, 31 anos, professor, palestrante, pastor, graduado em Administra√ß√£o, bacharel em Teologia (Faculdade Teol√≥gica Batista de Campinas), presidente da Seara Urbana (moradores de rua) em Campinas/SP, professor no curso de miss√Ķes urbanas e da Escola de Treinamento e Discipulado da JOCUM, integrante da Fraternidade Teol√≥gica Latino Americana (FTL) em Campinas, Coordenador e professor da Escola de Miss√Ķes Urbanas A√ß√Ķes na Cidade, Coordenador e professor do curso Teologia & Voca√ß√£o, Coordenador do P√≥lis Centro de Teologia, Missiologia, Voca√ß√£o e Artes e Coordenador e professor na Faculdade Teol√≥gica Batista de Campinas.
Email: mateus.feliciano@searaurbana.com
Site: www.searaurbana.com
Blog: http://poliscentro.com/blog




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