Dia Internacional da Mulher

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Maria Regina Canhos Vicentin
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O momento atual é propício para o resgate das características básicas da mulher na sua essência. Embora o cotidiano nos sufoque com pressões quanto aos modismos e comportamentos mais agressivos e competitivos, a mulher continua tendo em sua essência características que a diferenciam do homem. A sua sensibilidade é uma delas, e também a sua capacidade de entrega. Isso faz com que as mães sejam especiais em sua maioria. É certo que muitos valores têm sido deturpados devido ao que o mercado chama de necessário, mas que só serve para fazer das mulheres consumidoras em potencial. De produtos, principalmente, mas também de antidepressivos, pois a sua imagem está sempre muito aquém daquilo que possa verdadeiramente alcançar.

Construir um novo cenário para a mulher é algo realmente dispendioso, não no sentido financeiro, mas emocional. Devemos empregar recursos que muitas vezes não temos para alcançar o ideal que intimamente sonhamos e não dispomos de meios para alcançar sem fé. A espiritualidade da mulher é algo quase esquecido, mas ainda presente em inúmeros corações, principalmente maternos. É ela quem pede a Deus pela segurança dos seus filhos e a proteção do seu lar. Isso está ficando meio fora de moda, mas ainda é lindo! Ainda dá segurança e conforto para todo aquele que pode desfrutar desse costume arraigado por posturas mais antigas.

A mulher moderna parece não ter tempo para se dedicar a algo que não seja a sua ascensão, quer seja pessoal ou profissional. Falta espaço para a reflexão e o repensar seus hábitos, costumes, crenças... Isso tem empobrecido o cenário mundial, na medida em que as mulheres que contribuem com sua parte emocional não estão mais dispostas a isso, pois assumem, a cada dia, postura mais racional. Compreendo que é uma busca de proteção, já que o passar dos anos fere mais quem ama mais. Assim, vamos nos escondendo e privando o mundo da nossa capacidade de sentir e ver as coisas de um modo mais terno.

Convido as mulheres a refletirem sobre o nosso papel neste dia internacional da mulher. Papel que tem sido negligenciado pelas constantes cobranças de sucesso, sem perceber que o verdadeiro sucesso é estar bem e ser feliz com os talentos e dons que Deus nos deu. Vamos exercitar novas posturas para mudar a feição do mundo em que vivemos. Sugiro que o resgate comece pelas características mais básicas: ternura, afetividade, romantismo, fé, sensibilidade, esperança... Essas coisas motivam as pessoas e as fazem se sentir melhores. Pensemos nisso neste dia da mulher, para que as mulheres continuem a ter não apenas um dia, mas todo um mundo com a sua cara.


Maria Regina Canhos Vicentin
Natural de Jaú/SP. Formou-se em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto e em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru. Especializou-se em Educação pela Faculdade Claretianas de Batatais. Psicóloga Judiciária no Fórum da Comarca de Jaú. Profissional Especialista em Psicologia Clínica e em Psicologia Jurídica.Autora dos livros: Buscando a Felicidade (Ed.Celebris), Sementes de Esperança (Ed.Santuário), Temas do Cotidiano (Ed.Santuário), e Superdicas para ser feliz no amor (Ed.Celebris). Agente de Pastoral da Evangelização da Paróquia de São João Batista em Jaú (SP) escreve regularmente para diversos jornais; entre eles, Folha da Região (Araçatuba – SP) e O Lutador (Belo Horizonte – MG), além da Revista O Mensageiro de Santo Antônio (Santo André – SP), e Família Cristã Online (São Paulo – SP).
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