Realmente temos sa√ļde mental? (parte 58)

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Vinícius Dottaviano
viniciuspsique@hotmail.com
 

Li nesta semana que passou que pesquisadores do Instituto Nacional de Sa√ļde dos EUA realizaram um estudo pol√™mico: De acordo com a pesquisa, o c√©rebro humano nasce programado para acreditar em algum tipo de divindade... Ou seja, a f√© talvez n√£o seja uma obra divina ou apenas uma escolha pessoal, √© sim, tamb√©m, uma tend√™ncia evolutiva e biol√≥gica.

A ideia parece que desagradou muita gente (crentes e ateus), mas foi comprovada sim pelo estudo... Pois; ao monitorar o c√©rebro de pessoas religiosas, os cientistas descobriram que, ao pensar em uma ou mais divindades, elas ativam os mesmos neur√īnios usados para criar empatia com outras pessoas. J√° que outros estudos anteriores comprovaram tamb√©m, que sem essa habilidade, n√£o haveria muita vida em grupo e ou em sociedade.

Um dado importante é o de que já se estudou, que quando surgiram as primeiras sociedades
complexas e maiores adensamentos populacionais, quem era mais crente e mais soci√°vel, tinha mais chances de sobreviver; pois, para muitos estudiosos, acreditar no sobrenatural ‚Äúest√° nos nossos genes‚ÄĚ (isso explica tamb√©m porque gostamos de teorias de conspira√ß√£o).

Outra hip√≥tese √© a de que: ‚ÄúSe um grupo de crian√ßas fosse deixado numa ilha deserta, elas acabariam se tornando religiosas‚ÄĚ, afirma outro estudo da Universidade de Oxford, que investiga porque alguns creem em deus e outros n√£o. O estudo explica que nascemos crendo e s√≥ depois de muito tempo nos tornamos c√©ticos. Voc√™ acredita nessa pesquisa??? (li na revista Superinteressante h√° algum tempo)...

Você é ateu??? Pode estar negando a sua própria natureza. O cérebro nasce programado para
acreditar em algum tipo de divindade, e a f√© n√£o √© op√ß√£o pessoal e nem um chamado divino... Ela √© uma tend√™ncia biol√≥gica, que se desenvolveu ao longo de milhares de anos de evolu√ß√£o. Essa ideia, que desagrada a crentes e ateus e √© uma das teorias mais pol√™micas da atualidade entre os cientistas. Continuando... As pesquisas mostraram tamb√©m, que quando qualquer pessoa pensa em uma ou mais divindades, elas ativam os mesmos neur√īnios que todo mundo (crente ou n√£o) usam para formar a chamada ‚Äúteoria da mente‚ÄĚ (a capacidade de entender o que outras pessoas est√£o sentindo e simpatizar com elas). E isso ajudaria a explicar por que hoje, mesmo com todos os avan√ßos da ci√™ncia, a cren√ßa no sobrenatural ainda √© t√£o forte. Acreditar pode sim, estar no nosso DNA.

Outro dado: ‚ÄúAs crian√ßas s√£o propensas a acreditar na cria√ß√£o divina. J√° a ideia de evolu√ß√£o n√£o √© natural para elas‚ÄĚ, diz o estudo. √Č como se voc√™ sa√≠sse de f√°brica com um c√©rebro cr√©dulo, e s√≥ conseguisse transform√°-lo em c√©tico depois de muito tempo.

Por fim, outra ‚Äúbomba‚ÄĚ, que eu ainda estou investigando: Um semin√°rio do Centro Covert Messiah, destinado a estudar a vida de Jesus Cristo, apresentou um trabalho cuja teoria diz que o Novo Testamento, foi em v√°rias partes uma fic√ß√£o criada pela aristocracia romana... Pois, diz a lenda que uma B√≠blia achada na Turquia, diz conter evid√™ncias de que v√°rias partes da B√≠blia sobre Jesus foi escrita por autores romanos.

Segundo o autor da descoberta e dos estudos Professor Atwill, a criação de várias partes da história de Jesus teria sido uma estratégia política dos romanos para pacificar os ataques violentos dos judeus que viviam na Palestina da época. Esgotadas as maneiras de conter a rebelião com armas, os romanos criaram várias partes do mito de um judeu pacifista.

Encorajar os judeus a ceder a Cesar e pagar impostos a Roma era a ideia por tr√°s do lema de ‚Äúdar a outra face‚ÄĚ. Pois, em v√°rios textos ap√≥crifos a figura de Jesus sequer √© baseada em uma figura hist√≥rica... Mas calma!!! N√£o quero criar celeumas religiosas, pois; nada pode nos afastar de Jesus, principalmente do Jesus hist√≥rico, que muito contribuiu em sua passagem aqui na Terra. E para o historiador, sua descoberta n√£o ir√° acabar com o Cristianismo, mas pode ajudar aqueles que tenham sido oprimidos pelas religi√Ķes de alguma forma.



Continuo na semana que vem,

Boa Semana


Vinícius Dottaviano
Doutorando em Psicologia da Arte (Unicamp), Mestrado em Artes e Educação (Unicamp), Pós-Graduação em Psicoterapia Cognitiva/Comportamental (UNIAnchieta de Jundiaí), Bacharelando em Direito pela Faculdade Padre Anchieta de Jundiaí/SP, Licenciado em Psicologia pela Faculdade Padre Anchieta de Jundiaí/SP, Licenciado em Dança e Artes Corporais (Unicamp) e Licenciado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUCC.
Email: viniciuspsique@hotmail.com




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