Câmara aprova Projeto que proíbe "Pulseiras do Sexo" nas escolas de Pedreira Autor: Maurício Batarce
Foto: Arquivo PMP
Flávio Ferraz Avezum (PPS), presidente da Câmara de Pedreira
Na sessão ordinária da Câmara, ocorrida no dia 7 de Junho, foi aprovado o Projeto de Lei nº 43/2010, de autoria do presidente da Câmara, Flávio Ferraz Avezum (PSB) e do vereador José Luis Nieri (PPS), que proíbe a utilização das chamadas "Pulseiras do Sexo" por jovens e adolescentes nas escolas do município.
De acordo com o Projeto, as instituições de ensino do município deverão fiscalizar e proibir a entrada de alunos nas escolas com as "Pulseiras do Sexo" e se não cumprirem a lei poderão receber advertência, multa de dez unidades fiscais do município (UFM), aplicada em dobro em caso de reincidência, cassação da licença de funcionamento e lacração do estabelecimento.
Recente pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde, realizada na Casa do Adolescente de Heliópolis, zona sul de São Paulo, indica que cerca de 90% de garotas com idades entre 10 e 14 anos disseram já ter usado o acessório conhecido como "Pulseira do Sexo". Entre os garotos da mesma faixa etária, quase 55% afirmaram já ter usado.
O estudo indica ainda que mais de 60% dos adolescentes diz desconhecer o significado das pulseiras.
Na faixa etária de 15 a 19 anos, 38% das meninas afirmaram já ter usado as pulseirinhas, enquanto apenas 8,5% dos meninos admitiram o uso. Do total, apenas 5,7% nunca tinha ouvido falar das pulseiras.
Ao todo, foram ouvidos 174 adolescentes e jovens entre 10 e 24 anos entre os meses de abril e maio deste ano.
PULSEIRAS DO SEXO
A moda de utilização das "Pulseiras do Sexo" teve início na Inglaterra e se disseminou pelo mundo via internet, virando febre também dentro das escolas. Cada cor de pulseira é um código para experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até o ato sexual propriamente dito.
Quem usa as pulseiras está automaticamente participando de um tipo de jogo (o Snap), que funciona assim: uns tentam arrebentar a pulseira do outro, aquele que consegue, ganha o direito ao “ato” ao qual a cor da pulseira corresponde.
Fonte: Câmara de Pedreira - Assessoria de Comunicação