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08/07/2010 - Dermatologia

Inverno e baixa umidade do ar geram maior procura por dermatologistas nesta época do ano
Alguns problemas, como a dermatite e o eczema da dona de casa, têm maior incidência nesta época do ano. Inverno também é mais indicado para alguns tratamentos estéticos.

Autor: Andréa Alves Nascimento


Com a chegada do inverno, consultórios dermatológios vêem aumentar significativamente a demanda. Por causa da menor incidência do sol, o período é bastante indicado para realização de tratamentos estéticos. “Qualquer tratamento que envolva renovação celular, como o peeling, retirada de manchas e alguns tratamentos a laser para rejuvenescimento, por exemplo, deixam a pele um pouco mais fina e sensível, e é preciso evitar o sol até a completa recuperação da pele. No inverno, isso é mais fácil”, explica Dra. Christiana Blattner, da clínica Dermatolaser, de Campinas.

Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dra. Christiana comenta que, no inverno, surgem consultas de emergências, que não são comuns em outras épocas do ano. “No verão, dificilmente temos que atender urgências. No inverno, surgem vários casos”, afirma a médica. De acordo com ela, o ressecamento severo da pele, com sintomas como coceira forte, vermelhidão e até surgimento de feridas, são os principais motivos que elevam a procura pelos dermatologistas nesta época do ano.

De acordo com a médica, os banhos quentes, mais demorados, muitas vezes com aquecedores ligados, favorecem o ressecamento, pois contribuem para a retirada da camada de gordura natural da pele. “É preciso reforçar a hidratação, abusando dos hidratantes, especialmente após o banho. Mesmo nos dias mais frios, de pouco sol, é importante usar filtro solar durante o dia. Os cuidados com alimentação e a ingestão de água também não podem ser deixados de lado”, recomenda a Dra. Christiana.

Dermatite seborreica e o eczema da dona de casa são alguns dos problemas mais comuns apresentados pelos pacientes. A dermatite é mais freqüente em pessoas com peles ressecadas e se manifesta na forma de coceira, descamação e vermelhidão. É comum em partes do corpo em que há maior produção de óleo pelas glândulas sebáceas, como couro cabeludo, sobrancelhas, barba, peito, costas e dobras da pele.

O eczema da dona de casa também é bastante freqüente. “Há mulheres que têm uma sensibilidade bem aguçada e sofrem com o uso de produtos de limpeza. No inverno, em que muita gente usa água quente, a situação se agrava, pois a água quente retira a gordura da pele, deixando-a ainda mais sensível à ação dos produtos. O resultado é vermelhidão, ressecamento severo e coceira, principalmente na palma das mãos e nas pontas dos dedos. A solução é acostumar-se ao uso de luvas enquanto se manuseia produtos como detergente, sabão em pó e outros produtos de limpeza”, explica a médica Christiana Blattner.


Cabelos também sofrem

Nesta época do ano, até os cabelos sofrem mais. Numa ação de defesa, o organismo produz mais óleo para suprir o ressecamento da pele e do couro cabeludo. O resultado: raízes oleosas e pontas ressecadas.

“Cabelos oleosos tendem a cair mais, pois o óleo banha o folículo do couro cabeludo e atrapalha o crescimento dos fios. Um erro muito comum das pessoas é diminuir o número de lavagens do cabelo, o que é um erro, pois com a lavagem conseguimos eliminar esse excesso de oleosidade, desde que sejam mantidos os cuidados de evitar água muito quente e banho muito demorado”, orienta a dermatologista. “Nada melhor que consultar o seu dermatologista. Ele irá indicar os hidratantes adequados ao seu tipo de pele e fornecer todas as orientações para se enfrentar os dias de baixas temperaturas sem problemas de pele, coceiras e irritações”.


Serviço:
Dra. Christiana Blattner
Clínica Dermatolaser – Campinas/SP
www.dermatolaser.com.br


Fonte: A2N Comunicação


 
 
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