Setor de alimentação fora do lar da RMC cria 66 empregos formais em julho, aponta Caged
Segmento registra seis meses consecutivos com saldo positivo de empregos e acumula 2.530 vagas criadas no primeiro semestre de 2026
Campinas, 31 de agosto de 2026 – O setor de alimentação fora do lar – bares, restaurantes, lanchonetes, café, dentre outros – da Região Metropolitana de Campinas (RMC) criou 66 empregos formais em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado representa uma desaceleração em relação a junho, quando o segmento havia registrado a criação de 430 postos de trabalho.
Apesar da redução no ritmo de geração de vagas, o setor mantém uma sequência positiva no mercado de trabalho regional. Julho foi o sexto mês consecutivo em que o número de admissões superou o de demissões na RMC.
No mês, foram registradas 3.429 admissões e 3.363 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 66 empregos formais.
O resultado dos municípios da RMC em julho foi na contramão do Estado de São Paulo. De acordo com o Caged, o grupo alimentação no estão registou o fechamento de 1.445 postos de trabalho no período.
Considerando o desempenho do primeiro semestre, o setor de alimentação fora do lar acumulou 2.530 empregos formais criados em 2026, demonstrando a importância da atividade na geração de trabalho e renda nos municípios da região.
Hortolândia lidera geração de vagas em julho
Entre as cidades da RMC, Hortolândia apresentou o maior saldo positivo de empregos no setor em julho, com 37 novas vagas. Na sequência aparecem Itatiba, com 22, e Holambra e Indaiatuba, com 15 vagas cada. Também registraram desempenho positivo Artur Nogueira e Valinhos, ambos com saldo de 14 empregos formais no mês.
Campinas tem saldo negativo
Por outro lado, algumas cidades apresentaram mais desligamentos do que admissões em julho. Campinas registrou o maior saldo negativo, com -43 postos de trabalho. Também tiveram saldo negativo Americana (-6), Nova Odessa (-6), Pedreira (-6), Monte Mor (-4), Santa Bárbara d’Oeste (-4), Sumaré (-3) e Vinhedo (-3).
Para André Mandetta, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Regional RMC, a queda de abertura de vagas na região vem em linha com o que aconteceu no País em julho, quando a abertura de vagas teve retração e o resultado ficou abaixo do esperado. “Mesmo com resultados de vendas positivo em junho, segundo o Índice Abrasel / Stone e de dez meses de alta nas vendas, o setor de foodservice também vem sofrendo com a desaceleração da economia, resultado da alta taxa de juros, o que impacta nos resultados e faz com que os estabelecimentos precisem se ajudar ao momento”, diz Mandetta.
Por outro lado, ele diz que os números de julho, mesmo que menores aos meses anteriores, mostram uma resiliência do setor na RMC. “Enquanto o Estado apresentou fechamento, nós tivemos saldo positivo”, lembra ele. “No ano, já temos 2.530 novos postos criados, ante 434 em todo o ano de 2025, o que vemos como um resultado bastante positivo” conclui Mandetta.