Associação Campinas Parkinson faz 19 anos com seu grupo de teatro Andorinhas Em Cena
Evento também terá oficina de dança com professor Rafael Palaro
A Associação Campinas Parkinson (ACP) comemora 19 anos de atividades com a apresentação do seu grupo teatral Andorinhas Em Cena, que celebra a trajetória da entidade. A proposta é contar a história da Associação, de uma maneira leve, alegre e afetiva. Em vez de uma apresentação institucional, a própria ACP ganha vida no palco, representada por uma jovem de 19 anos, espontânea, falante, carinhosa e cheia de energia. O nome do grupo de teatro da ACP remete ao logotipo da entidade, uma andorinha, fazendo referência a Campinas, também conhecida como ‘cidade das andorinhas’.
A presidente da ACP, Sandra Fontealba, afirma que a entidade comemora 19 anos de atividade, com foco na inclusão social dos parkinsonianos. “Nossos eventos sempre têm como meta melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras de Parkinson, incluindo seus familiares e cuidadores, trazendo profissionais de múltiplas áreas da saúde para orientação,” acrescentou.
Oficina – Nesse mesmo evento, o professor de dança contemporânea, Rafael Palaro, que tem atuação focada em pessoas com deficiência, fará uma oficina de dança utilizando atividades rítmicas com os presentes, onde movimentos simples acompanharão o tempo da música. “Juntando batidas de diferentes partes do corpo conseguimos montar músicas e proporcionar grandes interações interpessoais,” explicou Palaro.
Peça de Teatro – A coordenadora do grupo de teatro Andorinhas em Cena da ACP, Cecília Pellegrini, afirmou que a peça tem três personagens – ACP, Amiga e Memória. A Amiga conduz uma conversa descontraída e provoca as lembranças da aniversariante, enquanto a personagem Memória ajuda a contextualizar alguns acontecimentos importantes para a entidade, ao longo desses 19 anos.
A construção da narrativa também contou com a colaboração de alguns associados mais antigos da ACP, que compartilharam lembranças, histórias e informações sobre os primeiros anos da Associação. Esses relatos ajudaram a complementar os registros históricos e trouxeram para a peça a memória afetiva de quem acompanhou de perto parte dessa trajetória.
A história da ACP segue mostrando como aquela “menina” foi crescendo ao longo dos anos. Sem citar individualmente as pessoas que passaram pela Associação, a peça reconhece de forma coletiva, diretorias, associados, familiares, voluntários, profissionais, parceiros e tantas outras pessoas que contribuíram e continuam contribuindo para a trajetória da entidade.
Fotografias históricas e atuais serão projetadas no telão durante a apresentação, mostrando diferentes momentos da Associação, seus encontros, atividades, projetos e pessoas que fizeram e fazem parte dessa caminhada. A montagem contará com três atrizes, dois músicos e uma integrante responsável pela produção e exibição das imagens no telão. A música será executada ao violão e fará parte da própria narrativa, com momento de interação e participação dos presentes.
O evento é gratuito e acontece no próximo sábado – 19 de setembro, das 14h às 16h50, no auditório do Lar dos Velhinhos de Campinas (Rua Irmã Maria de Santa Paula Terrier, 300 – Vila Proost de Souza). A programação, que também é voltada para a família dos portadores de Parkinson e seus cuidadores.
Perfil – A Associação Campinas Parkinson foi fundada em 15 de setembro de 2007 e é uma entidade sem fins lucrativos e declarada de utilidade pública municipal. Sua missão é ajudar e compreender a enfermidade, o tratamento e os recursos existentes para a melhoria da qualidade de vida da pessoa com Parkinson e de seus familiares. Seu objetivo é acolher, apoiar, informar e incluir, por meio de eventos, palestras, festas, passeios e orientações dos direitos do portador da doença.
Para Entender – Os principais sintomas da doença de Parkinson são tremor de repouso, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e alteração no equilíbrio. Como a doença é progressiva e degenerativa, o paciente deve procurar suporte médico para realizar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. A doença costuma aparecer depois dos 60 anos, mas 10% dos pacientes têm menos de 50 anos e 5% têm menos de 40. Ela ocorre pela perda de neurônios do Sistema Nervoso Central (SNC), em uma região conhecida como substância negra. Os neurônios dessa região sintetizam o neurotransmissor dopamina, cuja diminuição nessa área provoca sintomas clínicos, principalmente motores, característicos da doença de Parkinson. Informações – acpcampinas@gmail.com e nas redes sociais @campinasparkinson.
Roncon & Graça Comunicações
Jornalistas: Edécio Roncon / Vera Graça