Política pública de apoio à gestante promove bem-estar e inclusão em Hortolândia
Programa Cuidar ultrapassou a marca de 13 mil pessoas diretamente beneficiadas
Hortolândia conta com uma política pública voltada às mulheres, que funciona de forma intersetorial. Conecta saúde, educação, inclusão social e desenvolvimento econômico para acolher, apoiar, informar e promover o bem-estar de gestantes e também de quem só vai morar por aqui, depois de sair da barriga da mamãe.
É o Programa Cuidar, em execução pela Prefeitura desde de 2022. Por meio dele, as equipes municipais acompanham e orientam as futuras mamães e seus bebês, durante todo o pré-natal e o puerpério; monitoram a entrada da criança na creche e ainda auxiliam membros da família que precisam se capacitar para ingressar no mercado de trabalho ou conseguir uma renda extra.
Quando se aproxima o final da gestação, mais ou menos a partir da vigésima oitava semana, as famílias participantes são convidadas para uma cerimônia, realizada mensalmente, onde recebem informações das equipes de saúde, as “Amigas do Peito”, sobre a importância da amamentação exclusiva até os seis meses de vida do bebê.
“Além dos nutrientes que o leite materno proporciona à criança, ele faz com que toda a defesa do organismo da mãe possa ser passada, através do leite materno, para esse bebê. Ele reduz riscos de diarreias, de pneumonia, além de aumentar a imunidade, a conexão dessa família, da mãe com esse bebê, que se sente mais seguro no colo e isso faz com que, no desenvolvimento da vida, ele consiga ter mais segurança para viver, para desenvolver seu pleno potencial de saúde. O aleitamento materno é uma herança de saúde e de amor para a vida toda. Não precisa ser aquecido, não precisa ser comprado. É o melhor alimento que tem para o bebê, o mais completo e o mais saudável que você pode oferecer nos primeiros seis meses de vida do bebê. Após o sexto mês, a recomendação é que continue o aleitamento materno e aí, depois acontece a introdução de outros alimentos, logicamente com o acompanhamento nas nossas unidades de saúde”, orienta a pediatra Marta Hirayama, da Secretaria da Saúde e integrante do Projeto “Amigas do Peito”.
A pediatra também explica como a mamãe pode superar eventuais dificuldades nesse processo.
“Se alguém tiver alguma dificuldade na amamentação, pode procurar nossas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), que têm profissionais capacitados para fazer as melhores orientações para que esse bebê consiga ser amamentado ao peito. Se a mãe tiver alguma dificuldade, consegue, através do acompanhamento, da ajuda das nossas unidades, dos profissionais das nossas unidades, voltar a conseguir amamentar tranquilamente o bebê”, afirmou Marta.
Além disso, as famílias são orientadas a construir uma rede de apoio à mulher que acabou de dar à luz, para que a puérpera se mantenha equilibrada e saudável, física e mentalmente, nesta etapa desafiadora da vida.
“A rede de apoio é fundamental nesse período em que a mamãe está amamentando. Como ela tem muita coisa para fazer, vai acabar negligenciando a parte mais importante, que é o que vai dar saúde a essa criança. Então é muito importante, já durante a gestação, ficar atenta em quem pode ser a rede de apoio. Converse com os familiares, com os amigos. A Unidade Básica de Saúde também está de portas abertas para te receber. Um simples ato de levar um copo d’água, lavar uma louça e ver no que pode ser útil ali, no cuidado da casa mesmo, vai fazer com que a mãe tenha mais tranquilidade e possa amamentar essa criança e não desanimar. Qualquer dificuldade que tiver, procure as Unidades Básicas de Saúde. Nossos profissionais estão capacitados para receber e orientar”, reafirmou a cirurgiã-dentista Deborah Hoffman, integrante da Secretaria da Saúde.
Um dos pontos altos do Programa e do evento é a entrega do kit gestante. Na entrega de setembro, feita nesta quarta-feira (30/09), a política pública atendeu mais 121 gestantes, uma delas grávida de gêmeos, e 122 bebês. Ainda em 2026, o Programa Cuidar atingirá a marca de 14 mil pessoas diretamente beneficiadas – 7 mil mamães e 7 mil crianças.
Para a Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social, nestes quase cinco anos, serão 7 mil as famílias impactadas pelo “Cuidar: Programa de Atendimento à Gestante”.
“Quando se fala em 7 mil crianças que estão chegando, fala também de mil mães, mas são 7 mil famílias. A gente não tem o número de quantas pessoas alcançadas, mas são 7 mil famílias que foram alcançadas pelo programa Cuidar nesse decorrer de tempo. É um programa que realmente abraça a família hortolandense. Quando a gente fala do Programa Cuidar, fala de um programa para abraçar a gestante, desde o início da sua gestação, para cuidar dela com todos os exames, todas as consultas. Por isso, a gente pensa já na saúde. Mas temos que pensar na inclusão, se essa família está tendo onde morar, o que comer, e pensamos também no desenvolvimento, se a família está empregada, se está tendo toda uma assistência, se alguém na família precisa de um curso de qualificação. Fala também da educação, pois essa criança nascendo, logo vai precisar da vaga na creche e dali pra frente vai ser assistida pela educação. O Programa Cuidar não está só dedicado a entregar o kit pra mãe, mas sim entregar todo um atendimento com dignidade”, ressalta a secretária de Inclusão e Desenvolvimento Social, Maria dos Anjos Assis Barros.
Para algumas gestantes presentes, para além da entrega do kit, o Programa se diferencia pelo acolhimento sensível e humano por parte dos profissionais.
“Eu cheguei recentemente a São Paulo, vinda do Amazonas, e comecei meu pré natal na UBS Santa Clara. Achei muito legal, é uma ajuda muito importante também para nós, principalmente para as mulheres que somos de baixa renda. É um apoio muito grande para a gente. Sinto que a Prefeitura se importa com a gente, com nós mulheres e fico muito agraciada. A entrega do kit representou afeto. A gente se sente importante. Isso é muito bom”, afirma a gestante de 36 semanas, Emily Silva Pena, dona de casa, e moradora do Remanso Campineiro.
A técnica de produção, Emanuele Santana, moradora do Jd. Amanda, recomenda o Programa.
“A gente, eu e meu marido, começou a fazer o acompanhamento no postinho e aí e descobriu que tinha o grupo de gestantes, que tem bastante orientação. Às vezes, a gente tá meio perdida, não sabe muito bem nem por onde começar, o que fazer. No programa a gente consegue tirar muitas dúvidas. Achei muito interessante. Eles avisaram que ia ter o kit de gestante para a gente retirar. Achei muito bom. Vai ser muito útil. Também recebi orientação com a psicóloga, dentista e médica”, afirmou a gestante de 25 semanas.