Doutoranda do ICMC cria comunidade para conectar e fortalecer mulheres nas Ciências Exatas

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Iniciativa reúne participantes de diferentes regiões do país para compartilhar oportunidades, ampliar redes de apoio e incentivar a permanência feminina nas áreas STEM

Transformar experiências individuais em uma rede coletiva de apoio foi a motivação que levou Edmara Viana da Silva, doutoranda em Matemática Computacional do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, a criar a comunidade Mulheres nas Exatas. Em atividade desde junho de 2026, a iniciativa busca conectar meninas e mulheres interessadas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), promovendo o compartilhamento de oportunidades acadêmicas e profissionais, além da troca de experiências entre participantes de diferentes instituições e regiões do Brasil. Aberta a estudantes, pesquisadoras, professoras e profissionais de todo o país, a comunidade já reúne mais de 150 integrantes. 

A ideia surgiu durante a participação de Edmara na segunda edição do Programa de Mentoria para Mulheres nas Ciências, promovido pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) e pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ). O programa reuniu doutorandas, pós-doutorandas e pesquisadoras em início de carreira para atividades de mentoria, palestras e discussões sobre os desafios da presença feminina na ciência. “Durante o programa, tive a oportunidade de conhecer pesquisadoras incríveis de diversas instituições e regiões do país e também iniciativas desenvolvidas por elas para incentivar a participação de meninas e mulheres nas Ciências Exatas. Nesse momento, percebi que existem inúmeras ações acontecendo em universidades e instituições brasileiras, mas muitas delas permanecem pouco conhecidas, até mesmo entre mulheres que atuam na área”, conta a doutoranda.

Segundo Edmara, essa percepção despertou a vontade de lançar o Mulheres nas Exatas, para manter ativa a rede construída. “Ao ouvir relatos de estudantes e pesquisadoras, percebi que muitas compartilham desafios semelhantes, como a falta de representatividade, o isolamento em ambientes predominantemente masculinos, a dificuldade para encontrar oportunidades e apoio e a necessidade de um ambiente onde pudessem trocar experiências e construir conexões”, comenta.

A comunidade é aberta a todos os níveis de formação nas áreas STEM. A pluralidade de perfis é vista como um dos principais diferenciais da iniciativa. “Acreditamos que essa diversidade permite que mulheres em diferentes momentos da trajetória possam compartilhar experiências, encontrar referências, construir conexões e inspirar-se umas às outras”, destaca.

Um dos primeiros momentos de divulgação pública da comunidade aconteceu durante a XII Bienal de Matemática, realizada em Natal (RN), de 3 a 7 de agosto. Na ocasião, Edmara apresentou oficialmente a iniciativa durante a mesa-redonda Elas em Movimento, organizada pelo Programa de Mentoria para Mulheres nas Ciências

Compartilhamento de oportunidades e novas ações – A comunidade Mulheres nas Exatas funciona por meio da plataforma WhatsApp, escolhida por facilitar o acesso de participantes de diferentes idades e localidades. Nos grupos, são compartilhadas oportunidades como bolsas de estudo, editais, eventos, cursos, programas de mentoria e outras informações de interesse para quem atua nas áreas STEM. Para participar, basta acessar o link da comunidade

A iniciativa ainda está em fase de consolidação, mas novas atividades já estão sendo planejadas, entre elas palestras, rodas de conversa, grupos de estudo, clubes de leitura e capacitações voltadas ao fortalecimento de meninas e mulheres nas Ciências Exatas.

Texto: Raquel Sampaio, Fontes Comunicação Científica

Comunidade Mulheres nas Exatas

Público: Meninas e mulheres interessadas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) de todo o Brasil

Como participar: O ingresso é gratuito por meio da comunidade no WhatsApp

Dúvidas e sugestões: edmaraviana@usp.br

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