ACIC Campinas adere a manifesto nacional em defesa do Simples e do MEI
Documento da CACB já reúne 1.397 entidades signatárias e defende a atualização dos limites para pequenos negócios
A Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC) aderiu ao manifesto “Um Brasil que não pode ser esquecido”, iniciativa da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) que defende a atualização dos limites de enquadramento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI).
Até esta terça-feira (22), o manifesto já reúne 1.397 entidades signatárias de diferentes regiões do país. A mobilização busca ampliar a participação das entidades representativas do setor e fortalecer nacionalmente a discussão sobre a atualização dos limites para os pequenos negócios.
Segundo o documento, os pequenos negócios representam cerca de 24 milhões de empresas, equivalentes a 95% das empresas ativas no país. O segmento responde por 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e esteve por trás de 80% das vagas de trabalho geradas em 2025.
O manifesto aponta ainda que os limites do Simples Nacional e do MEI permanecem sem atualização desde 2018, apesar da inflação acumulada e do aumento dos custos para produzir, contratar e manter uma empresa. A proposta da CACB prevê a atualização desses limites e a criação de um mecanismo permanente de correção pela inflação.
Para a vice-presidente da ACIC, Adriana Flosi, a participação da entidade reforça a importância de dar visibilidade ao papel dos pequenos negócios na economia brasileira.
“Os pequenos negócios têm um papel essencial na economia nacional, na geração de empregos, renda e oportunidades. São milhões de empreendedores que movimentam as cidades e contribuem diretamente para o desenvolvimento do país. Por isso, é importante que essa discussão tenha alcance nacional e que a realidade desses empreendedores seja considerada nas políticas econômicas”, afirma Adriana Flosi.
De acordo com a CACB, a atualização dos limites do MEI e do Simples Nacional tem potencial para gerar mais de 869 mil empregos e movimentar R$ 81,2 bilhões na economia.