ADAB alerta empresas da região de Campinas para impactos das eleições e do cenário internacional

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Região movimentou mais de US$ 6,8 bilhões em exportações e importações entre janeiro e maio de 2026; entidade recomenda que empresas antecipem análise de riscos e oportunidades

As eleições gerais deste ano e as transformações no cenário internacional colocam novos fatores de atenção para empresas que atuam no comércio exterior. Na região de Campinas, onde exportações e importações movimentaram mais de US$ 6,8 bilhões entre janeiro e maio de 2026, a recomendação da Associação dos Despachantes Aduaneiros do Brasil (ADAB) é que empresas não esperem a definição do cenário político para avaliar riscos, oportunidades e possíveis impactos sobre suas operações.

Segundo o estudo Balança Comercial das Diretorias Regionais do CIESP, divulgado em maio deste ano, as diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo movimentaram US$ 66,6 bilhões em corrente de comércio nos cinco primeiros meses de 2026, resultado 3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O dado indica o volume total das transações comerciais do Brasil com outros países, independentemente da balança comercial ser positiva ou negativa.

Campinas manteve posição de destaque nesse cenário, com US$ 1,47 bilhão em exportações e mais de US$ 5,4 bilhões em importações. Entre os principais produtos exportados pela região estão máquinas e equipamentos, produtos farmacêuticos e artigos de borracha, setores que evidenciam a diversidade e a relevância da indústria regional para as operações internacionais.

Para a ADAB, o volume movimentado pela região reforça a importância de as empresas acompanharem antecipadamente fatores que podem interferir no ambiente de negócios, como mudanças regulatórias, políticas comerciais, relações entre países, variações cambiais, custos logísticos e condições de fornecimento.

Em um cenário de mudanças no ambiente internacional e de eleições no Brasil, a empresa que atua no comércio exterior precisa trabalhar com planejamento e informação. “Não se trata de esperar o resultado das urnas para depois avaliar os impactos. É importante acompanhar muito antes as discussões e possíveis mudanças que possam afetar custos, operações, fornecedores e mercados”, afirma Valter Rezende de Oliveira, presidente da ADAB.

Para o presidente da entidade, empresas que atuam no comércio exterior na região devem aproveitar o período que antecede as eleições para revisar operações. “Contratos, fornecedores, mercados de destino e origem, custos e procedimentos de compliance, e as discussões relacionadas às políticas econômicas e comerciais. Tudo o que influencia na sua produção e comercialização”, pontua.

A recomendação vale especialmente para empresas que possuem participação significativa de produtos importados em suas cadeias produtivas ou que dependem das exportações para seus resultados.

Despachante consultor pode apoiar empresas

Diante desse contexto, o despachante aduaneiro pode atuar de forma estratégica junto a importadores e exportadores, contribuindo para a análise dos procedimentos aduaneiros, identificação de riscos, planejamento das operações e acompanhamento das mudanças que impactam o comércio exterior.

“Hoje, o papel do despachante aduaneiro é de um consultor. O profissional rá compreender a operação da empresa e contribuir para que importadores e exportadores tomem decisões com o máximo de informações e segurança possíveis”, destaca Valter Rezende de Oliveira.

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