Cresce número de cirurgias plásticas na terceira idade

Em 2018, procedimentos entre pessoas com 65 anos de idade ou mais aumentaram 6,6%; expectativa de vida maior é um dos principais motivos

O número de cirurgias plásticas realizadas em pessoas com mais de 65 anos no Brasil cresceu 6,6% em 2018, comparado com 2016. Os dados são do último censo realizado pela SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). O levantamento é realizado a cada dois anos. Em 2016, o crescimento foi de 5,4%.

O aumento da expectativa de vida é uma das razões que explicam este aumento. “A terceira idade está mais ativa e preocupada com qualidade de vida e bem-estar. E em muitos casos a cirurgia plástica é o caminho para aumentar a autoestima”, explica o cirurgião plástico Samir Eberlin, membro especialista da SBCP.

O cirurgião plástico observa que os sinais de envelhecimento são inevitáveis, mesmo entre as pessoas que seguem uma dieta balanceada e tem o hábito de praticar exercício físico. “Às vezes a aparência não reflete o estado de espírito jovial que as pessoas mais velhas sentem. A cirurgia plástica pode ser a chave para este equilíbrio ao amenizar os aspectos do envelhecimento”, comenta Eberlin.

O acesso mais fácil às cirurgias plásticas e a tratamentos estéticos minimamente invasivos também contribui com o aumento destes procedimentos na terceira idade. No consultório do cirurgião plástico Samir Eberlin, as correções de rugas, com aplicação de toxina botulínica, cirurgias na face, rejuvenescimento das mãos, tratamentos a laser e cirurgias nas pálpebras são os mais procurados pelas pessoas com 65 anos de idade ou mais. “Os procedimentos no rosto, que removem o excesso de pele e recuperam o volume da face, são capazes de promover um rejuvenescimento de até 8 anos”, afirma. Por isto estão entre os mais procurados.

Cuidados

Por conta da idade avançada, os cuidados para quem deseja realizar uma cirurgia plástica são redobrados. Além dos exames habituais, o médico realiza uma investigação mais completa e criterioso para assegurar que o idoso ou idosa tenha condições de submeter à cirurgia. O processo de recuperação também depende de cada caso. “E é bom ressaltar que o cirurgião deverá sempre respeitar as limitações clínicas do paciente para evitar qualquer risco”, esclarece Samir Eberlin.

Fonte: ImPauta ComunicaçãoIvone Moreira

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