Outono reforça desafios climáticos e amplia demanda por conforto térmico em ambientes coletivos

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Com maior amplitude térmica em 2026 e avanço de doenças respiratórias, empresas intensificam investimentos em climatização eficiente

As oscilações de temperatura seguem como uma das principais características do outono brasileiro, mas em 2026 o cenário tem se mostrado ainda mais desafiador. Em comparação com 2025, especialistas apontam aumento na amplitude térmica diária, com variações que já superam os 15 °C em diversas regiões do país, além de maior frequência de frentes frias intercaladas com períodos de calor fora de época.

De acordo com projeções meteorológicas atualizadas, o padrão de irregularidade climática se intensificou neste ano. Enquanto em 2025 o outono já havia registrado alternância entre dias quentes e entradas de ar frio, em 2026 esse comportamento se mantém, porém com episódios mais extremos e maior persistência de tempo seco, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, massas de ar frio continuam avançando com frequência, mas com quedas de temperatura mais acentuadas. Já nas regiões Norte e Nordeste, o calor segue acima da média, com chuvas irregulares.

Além das mudanças climáticas, o período também acende o alerta para a saúde. Dados mais recentes do boletim InfoGripe, da Fiocruz, indicam que 2026 mantém a tendência observada em 2025 de alta circulação de vírus respiratórios. No ano passado, o Brasil registrou um volume expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com predominância de vírus como o sincicial respiratório, rinovírus e influenza. Neste ano, os indicadores seguem em níveis elevados, impulsionados pelas variações térmicas e pela baixa umidade do ar, fatores que favorecem a transmissão.

“Quando comparamos 2026 com 2025, vemos um cenário mais crítico tanto do ponto de vista climático quanto sanitário. Isso reforça a importância de ambientes preparados para oferecer conforto térmico e qualidade do ar”, afirma o engenheiro Carlos Gusmão, gerente Comercial e de Projetos da Ecobrisa.

Diante desse contexto, Gusmão afirma que a empresa já sentiu aumento na procura por soluções eficientes em locais de grande circulação de pessoas, como por exemplo indústrias, escolas, shopping centers, academias e espaços de eventos. “São ambientes onde as pessoas permanecem por longos períodos e estão mais expostas às oscilações térmicas. Garantir condições adequadas deixou de ser apenas uma questão de conforto e passou a ser também de saúde”, destaca.

Os climatizadores evaporativos utilizam o princípio natural da evaporação da água para reduzir a temperatura, promovendo renovação constante do ar. O sistema acompanha as condições externas, evitando resfriamento excessivo e mantendo o ambiente mais equilibrado ao longo do dia.

Em cenários típicos do outono, com baixa umidade relativa do ar, a eficiência do sistema é ainda maior, proporcionando reduções significativas na temperatura interna e contribuindo para o bem-estar dos usuários. Outro ponto relevante é o consumo de energia. Em comparação aos sistemas convencionais de ar-condicionado, a tecnologia pode reduzir o gasto energético em até 95%, aliando eficiência operacional à sustentabilidade.

Para o especialista, muitas empresas têm se antecipado nessa época do ano para evitar gargalos comuns em períodos de alta demanda, como prazos mais longos para instalação, restrições de fornecimento e ajustes de mercado. “O outono sem dúvidas é o momento ideal para planejar e executar os projetos de climatização, porque permite que a operação esteja pronta para enfrentar os picos de calor com eficiência, previsibilidade e controle de custos”, conclui.

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