Planejamento pode deixar imóvel próprio mais perto em 2027
Novos empreendimentos acompanham um jeito mais funcional de morar, enquanto organização financeira pode ampliar o acesso ao crédito e aproximar famílias da casa própria
O desejo de sair do aluguel nunca esteve tão presente entre os brasileiros. E, para muita gente, transformar esse objetivo em realidade pode estar mais próximo do que parece. Fazer as contas, organizar dívidas, entender a capacidade de financiamento e conhecer as possibilidades de crédito e subsídios são movimentos que, realizados ainda em 2026, podem permitir que muitas famílias comecem 2027 mais perto da conquista do imóvel próprio.
Ao mesmo tempo, o mercado imobiliário vem se adaptando a esse consumidor, com lançamentos que combinam plantas mais funcionais, metragens otimizadas, áreas compartilhadas e soluções pensadas para um novo jeito de morar. É nesse cenário que a Longitude Incorporadora lança o Vértice Residencial, em Monte Mor, na Região Metropolitana de Campinas, com uma proposta voltada a quem busca conciliar qualidade de vida, praticidade e um imóvel mais conectado à realidade e ao orçamento das famílias.
Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica mostra que 52% dos brasileiros pretendem adquirir um imóvel nos próximos meses, maior índice desde o início da série histórica, em 2019. São 21,9 milhões de famílias dispostas a deixar o aluguel. Entre os interessados, 31% planejam comprar em até 12 meses e 68% em no máximo dois anos. Sair do aluguel é, inclusive, a principal motivação para a compra, apontada por 37% dos entrevistados.
Mas o interesse nem sempre se transforma imediatamente em negócio. A experiência da Longitude com consumidores que procuram seus empreendimentos mostra que parte dos candidatos encontra obstáculos justamente quando chega à análise de crédito. E nem sempre o problema é falta de renda.
“Em muitos casos, o problema para a compra de uma casa ou apartamento não é a renda do candidato, mas o grau de endividamento, as prestações muito altas para honrar mensalmente, com comprometimento do salário, entre outros fatores levados em conta na aprovação de um financiamento”, afirma Rodrigo Menderico, vice-presidente comercial da Longitude Incorporadora.
Levantamento da empresa aponta entre os principais entraves renda declarada incompatível com os ganhos reais, movimentações sem comprovação de renda, atrasos no pagamento de contas básicas, dívidas no SPC/Serasa e uso excessivo do cartão de crédito ou cheque especial. São situações que podem impedir a aprovação naquele momento, mas que, quando identificadas com antecedência, permitem ao consumidor traçar uma estratégia para melhorar sua condição de acesso ao financiamento.
A orientação é começar pelas contas. Mapear receitas e despesas, reduzir o comprometimento da renda, priorizar a quitação de dívidas, organizar a comprovação dos ganhos e preparar a documentação. A chegada do 13º salário também pode fazer parte dessa estratégia. “A utilização do 13º salário para reduzir o endividamento ou investir na entrada, que hoje é muito negociável e diferenciada, é uma das possibilidades a ser colocada em prática”, explica Menderico.
Outro fator é conhecer os mecanismos que podem facilitar a compra, como o Minha Casa Minha Vida. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostram que, somente na faixa 1, a concessão de crédito habitacional passou de R$ 13,8 bilhões para R$ 16 bilhões nos primeiros seis meses do ano, avanço de 16%. Na faixa 2, foram R$ 14,6 bilhões.
Essa realidade também ajuda a explicar porque o mercado vem revendo o próprio conceito de moradia. Para um consumidor que precisa equilibrar qualidade de vida e orçamento, metragem deixa de ser o único fator decisivo. Ganham importância plantas otimizadas, espaços de lazer, segurança, localização e acesso facilitado a serviços e comércio.
“Nos próximos lançamento, a Longitude foca ainda mais em atender a prioridade do que hoje é necessidade para o consumidor: plantas e soluções estratégicas e conveniência em viver em regiões bem localizadas, que permitam proximidade do trabalho, mais segurança, amplo acesso a serviços e comércios, sem contar os diferenciais que esses empreendimentos dispõem, com piscina, áreas de churrasco, playground, lavanderia, espaço pet, entre outros”, diz o executivo.
Com 14 anos de atuação, presença em mais de 20 cidades do interior paulista e na Capital, a Longitude comercializou 2.020 unidades entre apartamentos e casas no ano passado, beneficiando 6.030 pessoas. Em Monte Mor, o Vértice Residencial materializa essa estratégia de desenvolver imóveis alinhados a um consumidor que busca morar melhor sem perder de vista a capacidade financeira.
Para quem está no aluguel, portanto, o desejo pela casa própria não precisa permanecer apenas como um plano distante. “Quando temos um imóvel compatível com a nova realidade das famílias e encontramos um consumidor que fez as contas, organizou a vida financeira e se preparou para o financiamento, sair do aluguel é um projeto superpossível para 2027”, explica Menderico.