Em Hortolândia, Ministra das Mulheres confirma articulação para município receber Casa da Mulher Brasileira

WhatsApp Image 2026-03-18 at 15.46.35 (1)

Prefeito Zezé Gomes recebeu ministra Márcia Lopes, nesta quarta-feira (18/03), em agenda sobre combate à violência de gênero

Esta quarta-feira (18/03) não foi um dia comum em Hortolândia, mas, sim, um dia necessário. A data ficou marcada pela mobilização de servidores da Prefeitura de Hortolândia pelo combate à violência contra às mulheres e pelo fim dos feminicídios, discussão essencial para que cada cidadão identifique sua responsabilidade individual nesta luta, que é de todos. Logo pela manhã, o prefeito José Nazareno Zezé Gomes participou de um ato no saguão do Paço Municipal Palácio dos Migrantes “Prefeito Ângelo Augusto Perugini”, momento em que os servidores se reuniram vestidos de preto, sinal de luto pela vida de mulheres assassinadas por questão de gênero. Em seguida, evento realizado no Jardim Amanda com a presença de diversas autoridades e lideranças regionais, o prefeito recebeu a deputada Ana Perugini e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que enfatizou a necessidade de Hortolândia ter uma Casa da Mulher Brasileira, serviço do Governo Federal que fortalece a política de atenção às vítimas.

A Casa da Mulher Brasileira é um dos eixos do Programa Mulher Viver, do Ministério das Mulheres, que integra no mesmo espaço, diversos serviços especializados para atender mulheres em situação de violência: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças – brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes.

“Hortolândia já vem trabalhando internamente e reivindicando há tempos uma Casa da Mulher Brasileira para reforçar os serviços de proteção às mulheres e acredito que, com o nosso trabalho, e a articulação da Ministra, nós traremos mais esta conquista para nossa cidade. Nós estamos fazendo uma barreira de proteção aqui, por meio das nossas políticas públicas, e não vamos medir esforços para proteger nossas mulheres de todos os tipos de violência e lutar pelo direito de cada uma delas de ter uma vida plena e segura”, destacou o prefeito Zezé Gomes.

A ministra ressaltou que Hortolândia é uma referência nas políticas de proteção à mulher. “O município pode liderar um consórcio regional para a implantação de uma Casa da Mulher Brasileira, que é um serviço integrado e importante para acolher as mulheres vítimas de violência. Tudo que eu desejo é que Hortolândia siga ampliando este diálogo com as mulheres, com o poder executivo das demais esferas, com o poder legislativo e com o poder judiciário, no pacto Brasil Contra o Feminicídio. E, se esse sistema funcionar bem, os resultados virão”, completou Márcia Lopes.

“A vinda da ministra em Hortolândia foi muito importante para nós, justamente no dia de hoje, em que iniciamos com todos na Prefeitura vestidos de preto pelo fim da violência contra a mulher e do feminicídio. Aproveitei a oportunidade para entregar à ministra um ofício, pedindo que leve em consideração nosso trabalho em apoio a estas vítimas e nos ajude a obter, junto ao Governo Federal, um abrigo para mulheres em situação de violência, um local para que elas possam ficar até terem condições de dar um ponta pé em uma nova vida, sem violência, longe do agressor, combatendo o feminicídio”, comentou a primeira-dama e secretária de Inclusão e Desenvolvimento Social, Maria dos Anjos.

Série história tem crescimento alarmante de feminicídios

Em Hortolândia, a unidade de referência para atendimento e acolhimento de mulheres vítimas de violência é o CRAM (Centro de Referência e Atendimento à Mulher), serviço municipal que oferece acolhimento humanizado, apoio psicológico, social e orientação jurídica. Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, obtidos pelo CRAM, apontam que neste ano já foram registrados dois feminicídios em Hortolândia. A série histórica tem uma crescente alarmante: 1 caso em 2022, 3 casos em 2023, 2 casos em 2024 e 9 casos em 2025.

“Hoje foi um dia para se falar de luto, de vestir o preto e fazer as pessoas refletirem sobre o que está acontecendo e o que cada um pode fazer para mudar essa realidade. Quando isso não nos machuca, não está próximo, a gente não age. A gente precisa se comprometer com a vida, não se calar diante das brincadeiras, das piadas de mal gosto. Todos nós temos responsabilidade. Quando se respeita a vida, a vida prevalece”, destacou a diretora do Departamento das Mulheres de Hortolândia, Josefa Teixeira.

Denuncie!

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone gratuito 180, ou diretamente ao CRAM Hortolândia. Não se cale! Assuma sua responsabilidade na luta contra a violência de gênero.

CRAM Hortolândia
Rua Alberto Gomes, nº 18, Jardim das Paineiras
(19) 3819-6298
cram.smg@hortolandia.sp.gov.br
Horário de Atendimento:
Segunda a sexta, das 8h às 17h
(19) 9 7171-5655 Plantão 24h

Share and Enjoy !

Shares