O que faz um nariz ser bonito?
Rinoplastia moderna abandona padrões e prioriza harmonia facial
Indaiatuba, 11 de setembro de 2026 – Entre as cirurgias estéticas mais realizadas no mundo, a rinoplastia moderna parte de um planejamento individualizado, que considera proporções faciais, anatomia, identidade e função nasal. A rinoplastia permanece entre os procedimentos estéticos cirúrgicos mais realizados no mundo. Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) registraram mais de 1 milhão de rinoplastias realizadas globalmente em 2024, reforçando a relevância do procedimento dentro da cirurgia estética facial.
Mas o conceito de um nariz esteticamente bem-sucedido mudou. Mais do que simplesmente reduzir seu tamanho, afinar a ponta ou retirar uma giba do dorso, a rinoplastia contemporânea busca equilibrar o nariz com as demais estruturas da face, preservando as características individuais de cada paciente.
Segundo o otorrinolaringologista Dr. Marco Tuzino, especialista em rinoplastia, não existe um único formato de nariz que possa ser considerado ideal.
“Não existe um nariz perfeito que possa ser reproduzido em todos os pacientes. O objetivo é encontrar proporções que façam sentido para aquele rosto. Pequenas mudanças no dorso, na ponta, na projeção ou na largura podem modificar de maneira importante a percepção de harmonia facial, mas sem apagar a identidade do paciente”, lembra Tuzino.
O planejamento de uma rinoplastia envolve uma análise detalhada da face. Formato e proporções faciais, estrutura óssea e cartilaginosa, espessura da pele, projeção e rotação da ponta nasal, largura do nariz e relação entre nariz, lábios e mento estão entre os aspectos que podem ser considerados antes da cirurgia.
Por ocupar uma posição central na face, o nariz exerce grande influência sobre a percepção do conjunto. Por isso, resultados naturais nem sempre significam mudanças discretas.
“Naturalidade não significa necessariamente mudar pouco. Significa realizar mudanças que se integrem ao rosto de tal maneira que o resultado pareça pertencer àquela pessoa.”, explica Tuzino.
Estética e respiração fazem parte do mesmo planejamento
Além da análise estética, a avaliação da função nasal é uma etapa importante. Alterações como desvio do septo e comprometimentos das estruturas responsáveis pela passagem adequada do ar podem coexistir com as queixas estéticas.
Quando existe indicação, o tratamento funcional pode ser associado à rinoplastia no mesmo procedimento.
“Um nariz bonito também precisa respirar bem. Não faz sentido buscar um excelente resultado estético comprometendo a função nasal. O planejamento deve considerar as duas coisas desde o início.”
Essa integração entre estética e função é especialmente relevante porque algumas estruturas modificadas durante uma rinoplastia também participam do suporte e da dinâmica respiratória do nariz. O conhecimento detalhado da anatomia nasal permite planejar as mudanças estéticas respeitando essas estruturas.
O resultado é construído ao longo dos meses
Outro ponto frequentemente desconhecido pelos pacientes é que o resultado de uma rinoplastia não deve ser avaliado apenas nas primeiras semanas.
Embora grande parte do edema diminua progressivamente, o nariz continua passando por modificações durante meses, especialmente na região da ponta. Em muitos casos, a avaliação do resultado ocorre após 12 meses ou até mais, dependendo das características individuais e da complexidade do procedimento.
O acompanhamento pós-operatório, portanto, faz parte do tratamento.
“Rinoplastia é uma cirurgia de milímetros, proporções e detalhes. O objetivo não é criar um nariz isoladamente bonito, mas um nariz que harmonize com a face, preserve a identidade do paciente e mantenha uma boa função respiratória”, finaliza
Sobre o Dr. Marco Tuzino
Dr. Marco Tuzino (CRM 112685 | RQE 43857) é médico otorrinolaringologista com atuação/formação em Cirurgia Plástica Facial e dedicação exclusiva a rinoplastia estética e funcional.
Graduado em Medicina pela Universidade do Oeste Paulista, realizou residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital da PUC-Campinas e Fellowship em Cirurgia Plástica Facial no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).
É membro da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica Facial (ABCPF) e da Sociedade Brasileira de Rinoplastia (SBR).
É palestrante em congressos nacionais e internacionais dedicados à rinoplastia e atua no tratamento de casos estéticos, funcionais e de maior complexidade, com um planejamento que busca integrar harmonia facial, naturalidade, individualização e preservação da função respiratória.
Atende em Campinas, Indaiatuba e Sorocaba, com procedimentos cirúrgicos realizados em Indaiatuba e em São Paulo, incluindo o Hospital Sírio-Libanês.