Sinusite ou gripe? Alta de 30% em exames no frio acende alerta para o diagnóstico correto
Com a chegada dos meses mais frios do ano, a incidência de quadros respiratórios infecciosos e alérgicos dispara, gerando dúvidas frequentes sobre a real gravidade dos sintomas. Esse cenário se reflete diretamente nos centros de imagem: a Radiologia Clínica de Campinas (RCC) registrou um aumento estimado em 30% na procura por exames de seios da face e de tórax neste período, impulsionado pela necessidade de diferenciar uma gripe forte de uma sinusite aguda.
Embora compartilhem manifestações iniciais, como a obstrução nasal e o cansaço, as duas condições possuem sinais claros de distinção. Na gripe comum, os sintomas aparecem de forma repentina, acompanhados de febre alta, dores no corpo e uma secreção nasal mais líquida e transparente. O sinal de alerta para a sinusite acende quando o quadro se prolonga e a dor se concentra na face — provocando uma sensação de pressão ao redor dos olhos e bochechas —, acompanhada de febre baixa e secreção nasal espessa com nítida mudança de coloração (amarelada ou esverdeada). Nesses casos, o diagnóstico tardio ou equivocado pode prolongar o sofrimento e abrir margem para complicações.
É justamente diante do agravamento desse desconforto facial que muitos pacientes cometem o erro de recorrer a descongestionantes e analgésicos por conta própria, achando se tratar apenas de um resfriado comum. Segundo o Dr. Gustavo Kalaf, médico especialista em diagnóstico por imagem da RCC, a automedicação nesses momentos é sempre contraindicada e oferece riscos claros. “O uso indiscriminado de descongestionantes nasais pode favorecer o desenvolvimento de um quadro crônico alérgico, além de outras alterações na mucosa. Já o consumo frequente de analgésicos sem orientação médica tende a mascarar problemas mais graves, retardando o tratamento correto”, adverte.
Para evitar esse ciclo prejudicial e garantir a escolha do medicamento adequado, o exame radiológico surge como uma ferramenta de suporte ao médico clínico ou otorrinolaringologista. Embora a avaliação clínica em consultório seja o ponto de partida, o raio-X simples dos seios da face traz revelações que o exame físico não consegue alcançar de forma isolada. Nas crises agudas de sinusite, a radiografia digital consegue demonstrar, por exemplo, o acúmulo de secreção e o bloqueio das cavidades aéreas do rosto, atingindo principalmente a região das bochechas (os chamados seios maxilares).
“A confirmação da sinusite aguda tem um forte componente clínico, mas o exame de raio-X fornece informações fundamentais para a confirmação médica. Nos casos em que a estrutura anatômica exige um estudo minucioso ou quando o raio-X simples não é suficiente para esclarecer a suspeita, a tomografia computadorizada assume um papel indispensável, identificando as alterações com extrema precisão”, finaliza o médico.
Sobre a Radiologia Clínica de Campinas (RCC)
A Radiologia Clínica de Campinas (RCC), fundada em 1980, é referência em diagnóstico por imagem na região. Oferece exames como ressonância magnética, tomografia, mamografia, ultrassonografia, densitometria óssea e radiografia. Focada em precisão, atendimento humanizado e bem-estar dos pacientes, investe em tecnologia avançada e na qualificação da equipe. Para maior conforto, conta com recepções por especialidade e drive-thru para retirada de resultados.