Fiscalização digital, DUIMP e Reforma Tributária aceleram corrida das empresas por eficiência e compliance aduaneiro

1 - Interior de armazém de distribuição_Image by aleksandarlittlewolf (1)

E as novas exigências regulatórias tornam a gestão aduaneira fator decisivo para a competitividade no mercado internacional, conforme a Associação dos Despachantes Aduaneiros do Brasil, com sede em Campinas (SP) 

O ano de 2026 marca uma mudança de paradigma para empresas que atuam em Comércio Exterior. Mais do que reagir a normas e exigências regulatórias, o novo cenário exige planejamento estratégico, antecipação de decisões e gestão integrada de riscos. Com a transição da Reforma Tributária, a consolidação da DUIMP (Declaração Única de Importação) e o avanço da fiscalização digital da Receita Federal, a assessoria técnica especializada deixa de ser diferencial e passa a ser condição para competir no mercado internacional, segundo a Associação dos Despachantes Aduaneiros do Brasil (ADAB), de Campinas (SP).

Desde o início do ano, exportadores e importadores convivem com novos processos digitais no Portal Único do Comércio Exterior, maior integração de dados fiscais e exigências crescentes de conformidade. Nesse contexto, o despachante aduaneiro amplia seu papel estratégico, atuando diretamente na engenharia tributária, mitigação de riscos e previsibilidade logística das operações.

Outro fator que reforça essa mudança é o avanço da fiscalização orientada por dados. A Receita Federal vem ampliando o uso de inteligência artificial e cruzamento eletrônico de informações tributárias e aduaneiras, para identificar inconsistências em operações de importação e exportação. Em 2024, o órgão informou que sua nova plataforma Analytics aumentou a capacidade de detecção automatizada de fraudes e ilegalidades tributárias e aduaneiras, ampliando a produtividade da fiscalização. Além disso, em 2026, a Receita publicou sua política institucional para uso de inteligência artificial nas atividades tributárias e aduaneiras, reforçando o foco em gestão de riscos, automação e análise de dados fiscais.

Na prática, isso significa menor margem para erros em classificação fiscal, documentação e integração de sistemas. Com a consolidação da DUIMP, processos como enquadramento correto da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), análise prévia de anuências e utilização adequada de regimes especiais, como o Drawback, tornam-se decisivos para evitar custos extras, atrasos e autuações.

Programas como o Operador Econômico Autorizado (OEA) também ganham mais relevância em 2026. Empresas com processos alinhados às boas práticas de conformidade tendem a obter maior agilidade operacional e redução de riscos aduaneiros.

O presidente da ADAB (Associação dos Despachantes Aduaneiros do Brasil), com sede em Campinas, alerta que o momento exige revisão preventiva dos processos internos.

“A principal recomendação é não esperar o problema aparecer. As empresas precisam revisar classificação fiscal, fluxos operacionais e integração aos novos modelos digitais, pois a tendência aponta para uma fiscalização cada vez mais preventiva, automatizada e integrada aos sistemas digitais do Portal Único”, afirma.

Ele também destaca a importância da integração tecnológica com o Portal Único Siscomex e da redução de processos manuais.

“Quem investe agora em tecnologia, capacitação e consultoria técnica profissional estará muito mais preparado para a fase definitiva da Reforma Tributária, a partir de 2027”, complementa.

Em um cenário de instabilidade logística global, fretes voláteis e fiscalização cada vez mais digitalizada, planejamento tributário, compliance e inteligência operacional passam a definir quais empresas avançam e quais perdem espaço no mercado internacional.

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