INCC-M sobe 0,85% em junho

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Confiança da construção recua Custos com mão de obra aceleram e SindusCon-SP defende modernização das relações de trabalho

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) divulgado na quinta-feira (25/06), registrou alta de 0,85% em junho, após se elevar 0,77% em maio. Na cidade de São Paulo, o ICC – Índice de Custos da Construção aumentou 1,14% no mesmo período. Em 12 meses, o INCC-M acumulou alta de 6,71%, abaixo dos 7,19% registrados em junho de 2025. O ICC-SP acumula elevação de 4,08% no ano e de 6,84% em 12 meses. Os dados são do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), com base em preços coletados entre os dias 21 de maio e 20 de junho.

A variação do índice de mão de obra foi de 0,91% em junho, marcando avanço em relação aos 0,43% observados em maio. Segundo o presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, a aceleração dos custos da mão de obra continua pressionando o setor. “Caso seja aprovada a redução da escala de trabalho com manutenção dos salários, haverá aumento do custo da mão de obra e, consequentemente, do custo das obras. Para contrabalançar esse impacto, será necessário um aumento da produtividade, o que demandará um prazo maior de adaptação do setor da construção”.

Estefan reforça que o SindusCon-SP apoia a PEC 12/2026, que flexibiliza a jornada de trabalho com pagamento por hora e jornadas negociadas por meio de acordos coletivos ou individuais, por entender que a medida tem potencial para ampliar a flexibilidade nas relações de trabalho e reduzir o impacto dos custos sobre as empresas.

Os custos do grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiram 0,80% em junho, após alta de 1,02% no mês anterior. A taxa de variação da categoria de Materiais e Equipamentos passou de 1,08% em maio para 0,86% em junho. Segundo o FGV Ibre, esse movimento reflete uma tendência de desaceleração nos preços desses insumos, fundamentais para a execução das obras. No grupo de Serviços, a taxa de variação passou de 0,50% em maio para 0,28% em junho.

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) apresentou desaceleração em cinco das sete capitais que compõem o índice no mês de junho: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. Em contrapartida, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram aceleração em suas taxas de variação.

Índice de Confiança da Construção – Divulgados também em 25 de junho pelo FGV Ibre, o Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 0,9 ponto em junho, para 91,7 pontos. Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, o sentimento de pessimismo moderado em relação ao ambiente corrente de negócios prevaleceu, com algumas oscilações, ao longo do primeiro semestre. “A forte elevação dos preços dos insumos, que afetou o orçamento das obras a partir de março, foi um fator que contribuiu para esse pessimismo. A maioria das empresas apontou redução do ritmo da atividade desde dezembro”, observa.

De acordo com a economista, “a já recorrente falta de trabalhadores permaneceu como o quesito que mais limitou o crescimento dos negócios, sugerindo que o setor continua operando em ritmo forte. Vale destacar também que houve avanço nas expectativas referentes à demanda esperada para os próximos meses. Seguindo esse movimento, as empresas apontam que o mercado de trabalho setorial permanecerá aquecido.”

Os dados da Sondagem da Construção do FGV Ibre têm como base informações coletadas entre 1º e 22 de junho. A pontuação varia de 0 a 200 pontos, sendo que resultados acima de 100 indicam confiança ou otimismo.

O SindusCon-SP é a maior associação de empresas da indústria da construção na América Latina. Congrega aproximadamente 300 construtoras associadas e representa cerca de 50 mil empresas de construção residencial, industrial, comercial, obras de infraestrutura e habitação popular, localizadas no estado de São Paulo. Com sede na capital paulista, possui nove diretorias regionais: Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, Santo André, S. José do Rio Preto, S. José dos Campos, Sorocaba e uma delegacia em Mogi das Cruzes. A construção civil representa 3,6% do PIB do Brasil (IBGE/CBIC), e a construção paulista constitui 27,6% da construção brasileira (IBGE).

Roncon & Graça Comunicações
Jornalistas: Edécio Roncon / Vera Graça

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