Falta de mão de obra vira desafio da construção civil em meio à alta demanda por imóveis
Holding the plasterboard. Young factory worker in grey uniform.
Com mais de 200 vagas abertas, a Longitude Incorporadora acelera contratações com estratégias digitais para atender ao avanço dos empreendimentos, sobretudo no segmento econômico
A demanda por imóveis mais econômicos, puxada nos últimos anos por famílias que buscam sair do aluguel, tem sustentado a expansão do mercado imobiliário mesmo em um ambiente de economia oscilante. Com programas de incentivo à compra da casa própria e subsídios habitacionais, o segmento de moradias acessíveis ganhou força, especialmente no estado de São Paulo, onde o volume de lançamentos bateu recordes recentes.
Esse ritmo acelerado de novos empreendimentos espalhados por diferentes regiões reforça o aquecimento do setor, mas também expõe um gargalo cada vez mais evidente nos canteiros: a falta de mão de obra. O setor enfrenta escassez de profissionais qualificados e precisa ampliar a formação de trabalhadores para atender à demanda crescente da construção civil.
Em meio ao apagão de mão de obra, construtoras têm sido obrigadas a rever a forma como atraem e contratam profissionais para manter o ritmo de trabalho e cumprir os prazos de entrega dos empreendimentos. Em um setor aquecido, especialmente no segmento de moradias voltadas a faixas mais econômicas, o cenário atual também revela um mercado cheio de oportunidades para quem quer trabalhar.
É nesse contexto que a Longitude Incorporadora, focada atualmente na construção de empreendimentos de faixas mais econômicas, tem intensificado suas estratégias de recrutamento para responder a uma demanda urgente do setor. Hoje, a empresa soma mais de 200 vagas abertas em diferentes regiões de atuação. Desse total, cerca de 80% das oportunidades estão concentradas nas operações de engenharia e construção, com postos para engenheiro, pedreiro, sinaleiro, cremalheiro, auxiliar de almoxarifado, ajudante de obras, mestre de obras, assistente de engenharia, carpinteiro, manutencista e coordenador de obras.
Os outros 20% das vagas são destinados a áreas corporativas e de suporte ao negócio, com oportunidades em gente e gestão, marketing, tecnologia, arquitetura, financeiro e relacionamento. Na prática, o volume de posições em aberto evidencia tanto a necessidade das empresas quanto o espaço existente para profissionais de diferentes perfis em uma cadeia que segue demandando gente para crescer.
Para enfrentar um mercado cada vez mais escasso e competitivo, a empresa vem apostando na evolução dos seus processos de recrutamento e seleção. A estratégia inclui divulgação segmentada de vagas em plataformas digitais, campanhas direcionadas, fortalecimento da marca empregadora e uso de soluções tecnológicas que ampliam o alcance das oportunidades e tornam a conexão entre empresa e candidato mais rápida, simples e eficiente.
“Hoje, um dos maiores desafios da construção civil é encontrar profissionais em quantidade e no tempo que a operação exige. Temos empreendimentos lançados, cronogramas em andamento e um compromisso permanente com a entrega. Por isso, precisamos de processos de atração e seleção cada vez mais ágeis e assertivos”, afirma Camila Dantas, superintendente de Gente & Gestão da Longitude.
Segundo a executiva, embora a tecnologia não substitua a importância da mão de obra nos canteiros, ela tem papel decisivo na aceleração das contratações. “Temos investido continuamente em ferramentas digitais, indicadores e estratégias de atração de talentos que aumentam a capilaridade das nossas buscas, reduzem o tempo de preenchimento das vagas e facilitam a jornada de candidatura. Isso vale tanto para funções operacionais quanto para posições corporativas”, diz Camila.
Na avaliação da empresa, a escassez de profissionais exige criatividade, velocidade e maior proximidade com o público que está em busca de recolocação ou de uma nova chance no mercado. Mais do que abrir vagas, o desafio está em chegar às pessoas certas, com uma comunicação acessível e processos seletivos compatíveis com a urgência do setor.
“Existe hoje uma demanda real por trabalho, especialmente na construção. O setor continua gerando oportunidades e precisa de pessoas dispostas a crescer junto com ele. Nosso papel é tornar esse encontro entre vaga e candidato mais simples, mais direto e mais eficiente”, completa Camila.
Com a construção civil pressionada pela falta de mão de obra e, ao mesmo tempo, impulsionada por novos empreendimentos, a movimentação da Longitude reflete uma tendência cada vez mais clara: diante da necessidade de manter obras em andamento e entregas em dia, recrutar melhor e mais rápido deixou de ser diferencial e passou a ser uma exigência do negócio.