Bares e restaurantes criam 452 novos empregos em maio na Região Metropolitana de Campinas

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Em cinco meses, setor abre mais de 2 mil empregos e supera todo o ano de 2025

Bares, restaurantes e outros comércios do segmento – grupo de alimentação – da Região Metropolitana de Campinas (RMC) criaram 452 novos empregos no mês de maio. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta terça-feira (30 de junho). No acumulado de janeiro a maio o saldo (entre contratações e demissões) é de 2.039 novos trabalhadores incorporados ao setor, bem acima dos 434 empregos criados durante todo o ano de 2025 Segundo o Caged, o setor teve no mês de maio 3.706 admissões e 3.254 demissões.

Em maio, sete municípios tiveram mais admissões que admissões. Os destaques foram Campinas (385), Indaiatuba (71), Holambra (34), Itatiba (15) e e Artur Nogueira (10. Onze municípios tiveram saldo negativo: Americana (-18), Hortolândia (-18), Jaguariúna (-15), Sumaré (-14) e Monte Mor (-09). Engenheiro Coelho e Pedreira tiveram saldo zero.

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) RMC, André Mandetta, o setor de alimentação fora do lar vem apresentando um bom desempenho, mesmo com as dificuldades, especialmente quanto à inflação dos produtos. “Hoje temos uma enorme dificuldade de repassar integralmente a inflação para os preços, o que dificulta o caixa das empresas”, explica. “Mesmo assim, vemos que o setor vem apresentando dados positivos quanto às contrações, sejam os estabelecimentos já em funcionamento, como os novos que entram no mercado, por conta do dinamismo do setor de bares e restaurantes regional”, acrescenta. “A região vem se consolidando como um importante polo gastronômico de turismo, especialmente de negócios, e isso pode ser medido pelo percentual de contratações de todo o Estado.”

Mandetta também destaca o alto número de empregos gerados no ano, mesmo com a dificuldade para encontrar mão de obra, assim como em outros setores. “Já passamos de dois mil novos empregos criados no ano e a nossa expectativa é de que esse volume se mantenha no segundo semestre”, afirma o presidente da Abrasel RMC

Vendas crescem em maio

As vendas no setor de bares e restaurantes cresceram 4,6% em maio na comparação anual, registrando o oitavo mês consecutivo de desempenho acima do observado no ano anterior. Já em relação a abril, o setor apresentou uma leve queda de 0,3%. Os dados são do Índice Abrasel-Stone, relatório mensal divulgado pela Stone, o banco pra quem empreende, em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Para Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, o resultado de maio confirma a resiliência do setor diante de um cenário desafiador, com altas taxas de juros e dificuldade em repassar custos. “Os dados referentes a maio reforçam algo que vemos no dia a dia do setor: bares e restaurantes têm uma capacidade única de se adaptar, mesmo operando sob pressão de custos elevados e crédito caro. Na comparação anual, esse crescimento também reflete a força de datas comemorativas como o Dia das Mães, uma das mais relevantes do calendário para o segmento, que ajuda a impulsionar o movimento mesmo em um cenário econômico mais desafiador”, afirma.

Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o resultado de maio mostra que o setor segue encontrando sustentação, mesmo em um ambiente econômico desafiador. “O avanço na comparação anual e o oitavo mês consecutivo de crescimento mostram a resiliência de bares e restaurantes, que continuam sendo beneficiados pela força do mercado de trabalho. A geração de renda e os baixos níveis de desemprego seguem sustentando o consumo das famílias e ajudando a manter o setor em trajetória positiva”, afirma.

Para Freitas, porém, os desafios para uma aceleração mais consistente permanecem. “Apesar desse cenário favorável para a renda, as condições financeiras seguem pressionadas. O elevado comprometimento da renda das famílias com dívidas, o custo do crédito e a inflação ainda resistente, especialmente em alimentação fora do domicílio, continuam limitando o consumo discricionário. Por isso, embora o setor mantenha resultados superiores aos observados há um ano, uma recuperação mais forte dependerá de uma melhora dessas condições nos próximos meses”, completa.

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